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Antes do confronto diante do
Mesmo sob o forte calor da capital baiana, com temperatura em torno de 33 °C, os jogadores do Vitória entraram em campo usando jaquetas. O gesto simbólico representou as roupas que muitas mulheres utilizam para esconder marcas de agressões sofridas no dia a dia.
Em seguida, as jaquetas foram retiradas, revelando um uniforme especial da campanha, com manchas roxas que simbolizam os hematomas físicos, emocionais e psicológicos deixados pela violência.
A ação foi o principal momento da campanha realizada no estádio, mas contou também com outras ativações visuais. Bandeirinhas de escanteio, faixa de capitão e faixa de entrada em campo foram personalizadas com a identidade do “Sinal Roxo”.
Além disso, o Vitória utilizou uniforme branco em referência à campanha internacional Laço Branco, que convoca homens a se comprometerem ativamente no combate à violência contra a mulher.
De acordo com o gerente de marketing do clube, Guilherme Queiroz, a iniciativa busca ampliar o alcance da mensagem para além do ambiente esportivo e envolver toda a sociedade no enfrentamento ao problema.
“Queremos que cada pessoa impactada pela campanha, seja torcedora do Vitória ou não, entenda que essa luta também é sua. Todos os dias os noticiários estão repletos de casos de violência contra a mulher e feminicídio, e isso não pode ser encarada como normal”, afirmou.
“Levar essa mensagem para dentro do futebol, divulgar os canais de denúncia e mobilizar a sociedade por meio do esporte é uma forma concreta de mostrar que essa luta é de todos nós”, complementou.
A campanha do clube reforçou ainda que mulheres vítimas de violência podem buscar ajuda por meio do telefone 180, canal nacional de denúncia e orientação, disponível gratuitamente em todo o Brasil.