O Ministério Público da Bahia (MP-BA) rejeitou o pedido do Vitória e manteve a recomendação de torcida única para o clássico com o Bahia, marcado para o próximo sábado (6). A partida, válida pela final em jogo único do
A decisão do MP-BA tem como base o histórico recente de episódios de violência envolvendo o clássico Ba-Vi. Em 9 de abril de 2017, antes de uma partida realizada na Arena Fonte Nova, uma briga generalizada entre torcedores resultou na condução de 45 pessoas. Após o confronto, um homem morreu e outro foi baleado em uma confusão nas imediações do estádio.
Diante da gravidade dos fatos, o Ministério Público recomendou que os clássicos seguintes fossem realizados com torcida única. A medida foi acatada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e vigorou por seis partidas. Em 2 de fevereiro de 2018, o órgão emitiu parecer favorável ao retorno das duas torcidas nos Ba-Vis.
No entanto, no dia 18 de fevereiro de 2018, no primeiro clássico daquele ano, disputado no Estádio Manoel Barradas (Barradão), novos episódios de violência foram registrados, incluindo uma briga generalizada entre jogadores em campo e confrontos entre torcedores horas antes da partida.
Com a reincidência, o MP-BA voltou a recomendar a realização dos clássicos com torcida única — determinação que permanece em vigor até hoje e será aplicada novamente na decisão deste sábado.