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Nome de grife? Diretor do Bahia abre o jogo sobre escolhas para gol tricolor

Dirigente revelou bastidores do mercado e detalhou decisões na posição mais criticada

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Carlos Santoro, diretor de futebol do Bahia
Carlos Santoro, diretor de futebol do Bahia • Letícia Martins/EC Bahia

O diretor de futebol do Bahia, Carlos Santoro, revelou bastidores das contratações de goleiros do clube desde que o City Football Group assumiu o comando do Tricolor baiano, em 2023.

A posição, que contou com nomes como Marcos Felipe, Adriel, Ronaldo, João Paulo e Léo Vieira, tem sido alvo frequente de críticas por parte da torcida, que não teve as expectativas atendidas.

Segundo Santoro, em entrevista ao canal Bar FC, o clube segue um modelo de gestão próprio e evita decisões pautadas exclusivamente pela pressão externa, seja de torcedores ou da imprensa.

“Estamos na quarta temporada e vocês já sabem como a gente gere as situações. Não tem aquela questão de vazar [nome], querer saber se a torcida apoia ou não. Não que a gente não leve em consideração, mas não é a forma que a gente tenta gerir o clube”, afirmou.

O dirigente relembrou o início positivo de Marcos Felipe com a camisa tricolor, revelou que a contratação de Ronaldo contou com o aval do técnico Rogério Ceni e tratou de diminuir as expectativas da torcida por reforços mais midiáticos, como Everton Ribeiro, em 2024.

“Naquela temporada Marcos Felipe foi um dos destaques do campeonato. Depois teve um momento de oscilação. Tentamos fazer um movimento na época do Adriel, que é jovem e tem potencial. Teve a chegada do Ronaldo”, explicou.

“O torcedor às vezes quer um nome de grife, que impacta a chegada no aeroporto, e não necessariamente é dessa forma. A vinda do Ronaldo teve o aval de Rogério Ceni”, acrescentou.

Sobre João Paulo, o diretor revelou que o planejamento inicial previa disputa direta pela titularidade com Ronaldo, mas o cenário foi alterado após uma lesão sofrida pelo atleta durante um treinamento, o que o afastou por um período maior.

“Nosso planejamento era ter Ronaldo, João Paulo e um atleta da base, porque é importante a gente desenvolver. Se não formar jogador, um clube nunca vai crescer. Nós precisamos crescer receita. É parte do projeto, do processo”, destacou.

Santoro também trouxe à tona um bastidor envolvendo a contratação de Léo Vieira, reforço recém-chegado ao clube para suprir a lesão de Ronaldo, já na reta final da janela de transferências.

Naquele momento o dirigente estava reunido com a cúpula do Grupo City, em Manchester, e, por coincidência, foi a única ocasião em que não acompanhou a delegação na partida.

“Surgiu a discussão do Léo (Vieira). Fizemos uma primeira oferta, mas a Chapecoense não aceitou, ele era o titular e faltavam quatro dias para o final da janela. Léo se posicionou de uma maneira muito profissional e chegamos a um acordo”, concluiu.

O Bahia entra em campo neste sábado (11), quando enfrenta o Mirassol, às 18h30 (de Brasília), no Estádio José Maria de Campos Maia, em Mirassol, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro.

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Lincoln Oriaj é correspondente da Itatiaia em Salvador e cobre o futebol do Nordeste. Antes da Itatiaia, fez a ASCOM do Botafogo/BA e colaborou em TVE, ge.globo e Jornal A TARDE.