Everton Ribeiro revela por que ainda não foi titular do Bahia após diagnóstico de câncer
Camisa 10 e capitão tricolor tem iniciado as partidas no banco de reservas e entrando no segundo tempo
Capitão e camisa 10 do Bahia, Everton Ribeiro revelou nesta quinta-feira (20) os motivos pelos quais ainda não voltou a iniciar um jogo sob o comando de Rogério Ceni após o diagnóstico de câncer na tireoide.
O meia de 36 anos passou por cirurgia no dia 6 de outubro e ficou menos de um mês afastado dos gramados. Desde o retorno, tem sido utilizado com cautela pela comissão técnica.
Everton atuou apenas 65 minutos somados nas partidas contra RB Bragantino, Internacional e Fortaleza — todas entrando no segundo tempo. Segundo o próprio jogador, a ausência entre os titulares tem sido definida em conjunto com o treinador.
“São circunstâncias do jogo. Estou me sentindo melhor, mais preparado para poder ajudar a equipe. Foi um jogo muito intenso e, nos minutos que eu estava, senti que poderia jogar um pouco mais”, afirmou o meia, após a derrota por 3 a 2 para o Fortaleza, na Arena Fonte Nova.
“Eu gostaria muito de contar com ele desde o início do jogo, conversei com ele, mas ele não se sente confortável ainda, principalmente no início do jogo. É meu desejo contar com ele”
“Ele foi titular o ano todo, mas passou por uma cirurgia, ficou muito tempo parado, não tem condições de jogar 45 minutos ainda. Ele sente que não consegue competir fisicamente com os demais”
Apesar da utilização gradual, Everton Ribeiro deixou claro que se sente cada vez mais próximo de recuperar o melhor ritmo. A expectativa é que, com a evolução física e o retorno da confiança, o capitão possa voltar a ser titular na reta final do Campeonato Brasileiro.
Após perder para o Fortaleza em jogo da 34ª rodada do Brasileirão, o Bahia foi ultrapassado por Fluminense e Botafogo e deixou o G6. O próximo jogo é neste domingo (23), às 16h (de Brasília), contra o Vasco, novamente na Arena Fonte Nova, pela 35ª rodada.
Lincoln Oriaj é correspondente da Itatiaia em Salvador e cobre o futebol do Nordeste. Antes da Itatiaia, fez a ASCOM do Botafogo/BA e colaborou em TVE, ge.globo e Jornal A TARDE.



