O técnico Rogério Ceni analisou a virada do
Após sair atrás no placar e ouvir vaias da própria torcida na saída para o intervalo, o Bahia reagiu na etapa final e venceu por 2 a 1, com dois gols do volante Jean Lucas após jogada de Nico Acevedo.
Na avaliação de Ceni, o desempenho abaixo do esperado no primeiro tempo esteve ligado ao nervosismo e à falta de confiança da equipe, que encontrou dificuldades para construir jogadas.
“Nós estávamos um pouco nervosos, não conseguimos ter a construção de jogo feita como a gente normalmente pratica. Logicamente a ausência de alguns atletas contribui para cair um pouquinho essa construção, muda-se um pouco a característica”, afirmou.
“O Vitória fez um bom jogo no primeiro tempo. Acho até que pela nossa falta de confiança […] Construímos muito mal, não conseguimos trocar passes e nem ganhar jogadas de um contra um. Já no segundo tempo o time muda e a atitude também”, acrescentou.
Reação no segundo tempo
Para mudar o panorama da partida, Ceni promoveu duas alterações logo na volta do intervalo. O treinador sacou Román Gómez e Ademir, que estavam pendurados com cartão amarelo, para as entradas de Erick e Kike Olivera.
Segundo o técnico, as mudanças ajudaram o time a recuperar confiança e intensidade, fatores que impulsionaram a virada no placar. Apesar das vaias, Ceni destacou o papel da torcida, que apoiou a equipe após o empate e empurrou o time até a virada.
“Nós fizemos o gol cedo, foi muito importante. O torcedor veio junto com a gente. O papel do torcedor, quando está sempre cantando e apoiando, é fundamental para a gente ganhar os jogos”.
Com o resultado, o Bahia consagrou-se bicampeão baiano consecutivo. Foi o 52º título da competição conquistado pelo Tricolor, que segue como segundo maior campeão estadual do Brasil, atrás apenas do ABC, com 57 taças do Campeonato Potiguar.