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Reforços, treinos e declarações: o que motivou a saída de Renato do Vasco

Treinador ficou somente três meses no comando técnico do elenco Cruzmaltino e saiu nesta quinta-feira (18)

Por, Rio de Janeiro (RJ)
Renato Gaúcho em entrevista coletiva no São Januário, estádio do Vasco
Renato Gaúcho em entrevista coletiva no São Januário, estádio do Vasco • Reprodução / YouTube / Vasco TV

O trabalho de Renato Gaúcho no Vasco durou pouco mais de três meses e, ao que tudo indica, não deve deixar muitas saudades. O clima com o técnico estava ruim desde suas últimas declarações, além de uma cobrança excessiva por ter um elenco mais competitivo.

A Itatiaia conversou com pessoas dentro do clube para entender o cenário que envolveram a repentina saída do treinador. Na verdade, o assunto já era debatido desde a pausa para a Copa do Mundo. No fim de maio, na derrota para o Atlético, em São Januário, já se calculava essa mudança de rota.

Como o elenco teria dias de férias e não atividades para realizar, a direção do Vasco estudou todos os passos para definir ou não a permanência de Renato. Muita gente dentro do clube já entendia o final de ciclo para o comandante.

Renato já não tinha tanto o apoio do grupo principalmente dos estrangeiros. O técnico chegou a dar declarações em algumas coletivas que irritam os jogadores. Em especial aos colombianos ao ser questionado as poucas chances para Marin.

“Quando eu estava no Grêmio e me ofereciam jogadores colombianos e equatorianos, eu gosto deles, mas eu só dava o aval pra trazerem quando estavam adaptados ao futebol brasileiro. O jogador colombiano e equatoriano precisa de muito tempo para se adaptar ao futebol brasileiro. Tem uma diferença muito grande, principalmente taticamente. E isso leva tempo”, chegou a declarar.

Treinamentos que não agradavam

“Falta de conteúdo”. Foi assim que pessoas que trabalhavam no dia a dia com Renato Gaúcho analisaram os treinamentos do técnico. Ele pouco mudava sua forma de explanação apoiando-se sempre em treinos somente com bola, conhecidos como coletivos ou rachão.

Renato Gaúcho teve uma curta passagem pelo Vasco • Matheus Lima/Vasco
Renato Gaúcho teve uma curta passagem pelo Vasco • Matheus Lima/Vasco

Alguns jogadores ficaram incomodados com a postura do treinador na hora de comandar as atividades. No máximo ele conversava individualmente com um ou outro atleta, mas nada que acrescentasse para a evolução de alguns jogadores.

Além disso, mesmo com pouco agregando nas atividades, o técnico não perdia a oportunidade de apontar erros de forma pública como nas coletivas. Renato comentou diversas vezes a limitação do elenco.

Discurso desalinhado

Para completar a situação, o treinador não estava na mesma sintonia da diretoria. Renato Gaúcho deixou claro para o departamento de futebol a necessidade de reforços que chegaram para jogar e não apenas compor elenco.

O Vasco por sua vez, em momento financeiro delicado, quer mapear o mercado e trazer atletas com bom custo-benefício. Um dos pedidos de Renato, por exemplo, foi o volante Arthur, ex-Grêmio, que recebe salário considerados impagáveis para o padrão do futebol brasileiro.

O Cruzmaltino agora está no mercado em busca de um treinador que esteja alinhado com o elenco que vai receber além da situação financeira que o clube vive.

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Jornalista esportivo desde 2006 e com passagens por Lance!, Extra e assessorias de marketing esportivo. É correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Tem pós-graduação em Jornalismo Esportivo e formação em Análise de Desempenho voltado para mercado.

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