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Pedrinho, do Vasco, abre o jogo sobre situação financeira e reforços no clube

Presidente convocou coletiva para esclarecer dúvidas sobre o momento que a equipe vive na temporada e a busca por novos jogadores

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Pedrinho ao lado do CEO da SAF do Vasco, Carlos Amodeo
Pedrinho ao lado do CEO da SAF do Vasco, Carlos Amodeo • Guilherme Abrahão/Itatiaia

O presidente do Vasco, Pedrinho, abriu o jogo sobre a situação financeira do clube. Em Recuperação Judicial, o Cruzmaltino ainda está no mercado em busca de reforços. No entanto, o futuro não é dos melhores como o próprio garantiu.

Em coletiva nesta quinta-feira (24), o mandatário falou que o Cruzmaltino tem como objetivo primeiro colocar em dia com as contas para poder reforçar o elenco com grandes nomes. O próprio afirmou que nunca prometeu “nomes de alto nível’.

“Thiago Mendes já era um desejo muito antes da renovação do Léo Jardim. Já estava mapeado. Se o empresário do Jardim tivesse indicado o Thiago e nos interessasse, não teria problema. É mentira essas relações. Isso nunca existiu. Se facilitasse a negociação também não teria problema. É um jogador muito debatido. Depois que vimos a possibilidade. Mesmo sendo um jogador que interessava muito. Teve que ter um investimento bom para ter um jogador do nível dele”, comentou.

Presidente rebate críticas aos reforços

Pedrinho ainda explicou como é feito o processo de contratações no clube. Ele rebateu as críticas da torcida sobre os atletas que chegam e acabam não tendo oportunidades ou se destacando.

“Se desvaloriza muito o que é feito. Parece que vamos para o bar falar de futebol e contratamos. Pode ter certeza que todos os clubes erram e acertam. Às vezes passa de forma sútil porque eles contratam em maior peso. Uma renovação do Léo Jardim, por exemplo, tem custo de contratação. Antes de entrar para a questão da Recuperação Judicial, as transferências que não foram pagas pela 777 entram em custo de negociação. De R$ 300 milhões eles não pagaram R$ 200 milhões. Tivemos que entrar com uma ação sabendo que a dificuldade financeira seria nossa. Senti muito medo porque juridicamente não entendo. Protegemos o Vasco de cair em uma massa falida. Quando falamos desse cenário acham que é bengala. Muita coisa que pagamos poderia ser utilizada para contratações e não é”, opinou.

Erros de planejamento

Pedrinho também garantiu que o planejamento é feito de forma cuidadosa e minuciosa por todos os setores do departamento de futebol. No entanto, ele sabe que nem todos os jogadores que chegam acabam entregando o que é prometido.

“Todos os exemplos que vocês dão de contratações ruins são os jogadores não utilizados. As contratações passam por um crivo, mas daí em diante o jogador performar é relativo. Tem jogadores que acreditava muito e não desempenhou ainda, enquanto tem outros que não acreditava e estão bem”, cravou.

Em má fase, o Vasco volta a campo no domingo (27), às 18h30 (de Brasília), diante do Internacional, no Beira-Rio, em Porto Alegre, pela 17ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro.

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Jornalista esportivo desde 2006 e com passagens por Lance!, Extra e assessorias de marketing esportivo. É correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Tem pós-graduação em Jornalismo Esportivo e formação em Análise de Desempenho voltado para mercado.

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