Pedrinho confirma Felipe como interino no Vasco e detalha busca por novo treinador
Presidente concedeu entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira (25), em São Januário, um dia após a demissão de Rafael Paiva

“O Felipe é meu amigo, é muito além, é um irmão, mas eu jamais colocaria qualquer pessoa que não fosse capacitada para essa área. Tem a segurança, porque é alguém de confiança e capacitado. Para ficar claro, Felipe é o treinador interino para esses três jogos até o término do campeonato. Juntamente com o Felipe, vamos atrás de um treinador que caiba no nosso orçamento. E que a gente consiga ter um ano positivo”, comentou.
Ainda sobre o treinador interino, Pedrinho explicou como ele trabalha no dia a dia com os jogadores e com o departamento de futebol.
“Existe uma governança e sabemos que temos uma briga interminável interna e política no clube. As pessoas usam para atingir. Estamos em busca do investidor e vamos buscar enquanto estiver aqui. O Felipe é diretor técnico. Ele é formado nesta questão. No cenário do CT, ele tem diálogo com os atletas e elabora a formação do elenco com Marcelo (Sant'Anna). Ele entra com avaliação técnica junto com o scout. Quando entra a transação por um jogador, por exemplo, o Felipe sai de cena. O cronograma é esse”, explicou.
Perfil do novo técnico
Na longa coletiva, ao lado do diretor de futebol Marcelo Sant’Anna, o mandatário vascaíno destrinchou um pouco do perfil buscado - e traçado - pela diretoria do Vasco para contratar um novo técnico. Segundo ele, o mercado oferece poucas opções.
“É evidente que muitos treinadores surgem, muitos nomes. São nomes que estão livres, outros que estão trabalhando. Alguns começamos a estudar, outros não fazem parte do nosso planejamento. Agora é um desgaste, porque temos que encaixar o que pensamos de futebol e o que cabe dentro do orçamento”, destacou o presidente, acrescentando:
“Difícil encontrar dentro do que penso de futebol, o que a gente tem no mercado e o que cabe dentro do orçamento. Não sei se vou encontrar o treinador que jogue do jeito que eu imagino que o Vasco precisa jogar e que caiba dentro do orçamento. A gente tem alguns perfis e torce para que tudo encaixe e seja o mais próximo do que a gente pensa”.
Planejamento para 2025
O presidente cruzmaltino explicou que o orçamento do Vasco está muito apertado por negócios feitos antes de sua gestão assumir o futebol. Ele contou que o clube está apertado nas receitas e isso pode impactar em 2025.
“Meu compromisso é honrar com aquilo que me comprometo. Juntamente é pagar as dívidas. Vou fazer de tudo para pagar as dívidas, se isso não acontecer não adianta. Quando a gente faz esse movimento de credibilidade para negociar e pagar, isso também dá tranquilidade para os empresários entenderem que estamos aqui para honrar os compromissos. Como vou trazer um jogador de um empresário que está com 500 dívidas aqui? Ele vai dificultar por tudo que foi criado anteriormente. A gente reorganizando começa a ter credibilidade no mercado. Falei para o grupo financeiro e fiz questão de não adiantar nenhuma receita de 2025, e a gente vai terminar o ano em dia”, afirmou.
Veja outros respostas de Pedrinho
Escalações de Rafael Paiva
“Toda comissão que chega tem as informações necessárias. Não é imposição, é comunicação. "Não contamos com isso, queremos fazer as transações desses na janela, esses terminam contrato e a gente não tem intenção de renovar". Não é obrigação, é escolha, e a gente respeita e vai respeitar todas as escolhas”.
Análise do trabalho
“Paiva entrou num momento delicado, com a demissão do Álvaro Pacheco, e deu uma resposta muito positiva e tranquilidade para a gente mantê-lo no cargo. Diversos outros pontos foram acontecendo, o Paiva e sua comissão obviamente têm elogios e críticas à minha gestão, como tenho muitos elogios e algumas críticas ao Paiva. Isso tudo é interno. Não foi só a forma na derrota, tiveram vitórias que a forma também não me agradou. Agradeço demais por esse momento que ele viveu com a gente. Nessa subida para o profissional, ele trouxe seu auxiliar Xandão e logo depois o Damian. A gente abriu mão de um auxiliar da casa, e o Ramon do sub-17 subiu para o sub-20. Com a demissão do Paiva, pensando com calma e cautela, seria muita pressão para o Ramon Lima”.
Parte política no Vasco
“Sabemos que tem uma briga interna, política, interminável aqui, e muitas pessoas usam o termo “associativo” quando querem atingir, como se isso fosse um menosprezo. A gente está em busca de investidor, e vamos fazer isso enquanto eu estiver aqui. Existe uma governança, e muito bem elaborada. A função do Felipe, quando usamos o termo diretor, dá uma sensação mais executiva. Mas ela tem um complemento: é diretor técnico. Felipe é formado na questão técnica. Dentro do cenário do CT, ele tem um diálogo com os atletas, uma relação com o treinador e uma elaboração da formação do elenco junto com o Marcelo (Sant’Anna), muito mais na direção técnica”.
Jornalista esportivo desde 2006 e com passagens por Lance!, Extra e assessorias de marketing esportivo. É correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Tem pós-graduação em Jornalismo Esportivo e formação em Análise de Desempenho voltado para mercado.



