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CEO explica salários em dia do Vasco após encontrar os 'cofres vazios' após 777

Pedrinho e Carlos Amodeo, presidente e CEO do Vasco, explicam medidas que permitem o clube estar com os compromissos em dia

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Carlos Amodeo, CEO do Vasco, em entrevista coletiva em São Januário • Dikran Sahagian/Vasco

Cofres praticamente vazios e previsão de salários atrasados: este foi o cenário encontrado pela atual diretoria do Vasco, em maio, quando a Justiça afastou a 777 Partners do comando da SAF. Ao explicar a situação financeira do clube, a gestão de Pedrinho, presidente do clube associativo, detalhou como tem sido o trabalho para manter os compromissos em dia.

"Não vou normalizar o que a 777 fez com o Vasco. Não estou me colocando como salvador, mas já estaria no mínimo com quatro meses de salários atrasados, e isso já levaria uma saída coletiva dos atletas", afirmou Pedrinho citando a brecha jurídica que permite aos atletas deixar o clube após três meses de vencimentos atrasados.

No dia 15 de maio, Pedrinho conseguiu a liminar para afastar os integrantes da 777 Partners e retomar o controle do futebol. A SAF segue ativa, mas sob o controle do clube. No dia seguinte, o fundo norte-americano classificou a decisão como “aberração jurídica” e entrou com recurso.

A Justiça do Rio de Janeiro rejeitou os recursos impetrados da Vasco SAF e da 777 Partners, no dia 22 de maio. Por isso, segue ativa a liminar favorável ao Vasco Associativo, sob direção de Pedrinho, para continuar no controle do futebol do clube carioca.

CEO explica medidas tomadas no Vasco

Carlos Amodeo foi anunciado como CEO do Vasco em julho, cerca de dois meses após o clube associativo assumir o controle do futebol após decisão da Justiça.

De acordo com o profissional, a diretoria mobilizou-se em diferentes frentes com o mesmo objetivo: potencializar receitas e minimizar despesas. O resultado tem sido positivo.

"Primeiro, temos que potencializar as receitas do Vasco, que vinham até então sendo subutilizadas e subaproveitadas. O Vasco tem um potencial gigantesco, por todo o engajamento da sua torcida, de geração de maior volume de receitas. Com isso, tão logo anunciamos a contratação do Philippe Coutinho, fizemos uma campanha importante de sócios em que o torcedor prontamente respondeu. A gente sai de um patamar na nossa visão inaceitável para o Vasco, de 32 mil sócios, para um de 65 mil, 70 mil sócios. Isso muda de forma bastante expressiva a nossa receita recorrente e mensal. Mais do que isso: um clube da grandeza do Vasco, com a presença nacional que nós temos, não pode se dar o luxo de ter propriedades comerciais à disposição sem comercialização na metade da temporada", iniciou Amodeo.

"Nós trouxemos quatro novos patrocinadores, três já anunciados, um em vias de ser anunciado. E essas receitas de patrocínio também estão fazendo frente a uma nova geração de recursos para o clube, que tem permitido ao longo dos últimos meses que a gente tenha tido sucesso no sentido de cumprir todos os nossos compromissos em dia. Fora isso, temos um número enorme de iniciativas de reestruturação interna, de racionalização das nossas atividades, de redução das nossas despesas. Para que a gente possa também, com essas economias geradas, produzir um resultado melhor e ter disponibilidade de caixa pra enfrentar os nossos compromissos", explicou o CEO.

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Chefe de reportagem e ex-correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Apaixonado por esportes, pela arquibancada e contra torcida única.

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