Torcida do Fluminense protesta no CT, e presidente abre o jogo sobre futuro de Mano
Membros das organizadas conversaram com o treinador e com o diretor de futebol, Paulo Angioni, sobre situação do clube no Brasileirão

“Não temos como fugir de falar de números. Ele (Mano) chegou aqui e o time tinha 6 pontos, lanterna do campeonato. E de lá para cá, no Brasileiro, ele tem 50% de aproveitamento. Quem é que tem 50% de aproveitamento? Os clubes que estão em 7º, 8º, 9º. Obviamente sabemos fazer contas e temos que somar o aproveitamento de agora até o final do campeonato para a gente poder se livrar. A gente tinha um objetivo de ir adiante nas Copas. É difícil ser o campeão atual, está nas quartas de final e é uma prioridade. Agora só temos o Brasileiro. Disputou as copas para vencer. Mas o objetivo principal era sair da situação incômoda do Brasileiro. Temos 11 jogos pela frente e acreditamos. Sei que depois da derrota todo mundo fica triste. O sentimento é igual, com uma única diferença: cabeça fria no dia seguinte para não tomar decisões precipitadas”, comentou o presidente.
Mário ainda destacou que não tomaram atitudes de forma precipitada e praticamente garantiu a continuidade de Mano Menezes até o final do Brasileiro.
“Vocês sabem muito bem que não somos uma diretoria precipitada, especialmente em relação à troca de comando. O Fortaleza em 2022 ficou 21 ou 22 rodadas na zona, teve uma arrancada de quatro, cinco vitórias, depois perdeu três, quatro jogos e depois voltou a subir. É normal ter oscilação. Diante de todo esse quadro, nos momentos de derrota temos a rede social que inventa uma série de teorias da conspiração, que o treinador discutiu com alguém no corredor. Tudo invenção, fake news, que o treinador falou não sei o que pro torcedor do Atlético-GO. Aí começa uma loucura, insanidade e não podemos ser cooptados pelo externo”, comentou.
O Fluminense soma 27 pontos em 27 rodadas na Série A do Campeonato Brasileiro. Na quinta-feira (3), às 21h30 (de Brasília), a equipe recebe o Cruzeiro, no Maracanã, pela 29ª rodada da competição.
Jornalista esportivo desde 2006 e com passagens por Lance!, Extra e assessorias de marketing esportivo. É correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Tem pós-graduação em Jornalismo Esportivo e formação em Análise de Desempenho voltado para mercado.



