SAF no Fluminense? Entenda como está a busca da diretoria por investidores
Tricolor ainda não formalizou a transformação do futebol do clube em empresa, mas já conversa com interessados

O Fluminense está no caminho para se tornar mais uma SAF no futebol brasileiro. O clube ainda não formalizou a mudança, que precisa ser votada por uma Assembleia Geral, mas já dá os primeiros passos.
O presidente do clube, Mário Bittencourt, explicou como estão os diálogos com eventuais interessados e qual o caminho que o futebol tricolor deve seguir no próximo ano.
Mário também rechaçou uma proposta do Banco BTG em comprar a SAF tricolor. Segundo ele, a empresa foi contratada para intermediar o processo de venda.
“Sempre fui claro, direto, objetivo, de que o BTG não colocará um centavo aqui porque o BTG não será o investidor. Ele será nosso assessor financeiro para buscar um investidor. É contrassenso colocar meus interesses pessoais acima do Fluminense. Demos, sim, uma estancada nele no final do ano. Obviamente um descenso faria com que as condições fossem modificadas do ponto de vista financeiro. Tínhamos que salvar o clube”, explicou.
Questionado sobre uma eventual participação no processo tornando-se até CEO como condicionante para o negócio, Mário Bittencourt foi direto.
“Quem decidirá pelo CEO do Fluminense, será um investidor. Aliás, do ponto de vista jurídico, mas assusta que as pessoas pensem que eu posso colocar um condicionante”, garantiu.
O presidente, por sua vez, se colocou à disposição para participar da SAF tricolor, em caso de venda, desde que quem a comprar entenda que ele pode estar no cargo.
“Se o investidor achar que eu mereço e tenho condições por estar aqui há 25 anos, pode ser que eu aceite, qual o mal nisso? Como aconteceu no Fortaleza, como aconteceu no Atlético. Importante é a torcida saber que essa decisão não é minha. Me sinto totalmente capaz para ser CEO do Fluminense ou de qualquer outro clube. Faço uma gestão com erros e acertos, mas na minha opinião melhorei muito o clube. Meus interesses pessoais nunca estiveram na frente do Fluminense e não estarão”, finalizou.
Jornalista esportivo desde 2006 e com passagens por Lance!, Extra e assessorias de marketing esportivo. É correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Tem pós-graduação em Jornalismo Esportivo e formação em Análise de Desempenho voltado para mercado.



