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No Cruzeiro, Diniz reencontra o Fluminense, agora na 'era Mano'; veja o que mudou

Treinador ficou cerca de dois anos no comando da equipe carioca e foi campeão da Copa Libertadores em 2023

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Fernando Diniz foi campeão da Copa Libertadores com o Fluminense no ano passado • Marcelo Gonçalves/Fluminense

Atual técnico do Cruzeiro, Fernando Diniz vai reencontrar o Fluminense já em sua terceira partida no comando da equipe celeste. No Tricolor, mais precisamente no Maracanã, ele conquistou em 2023 o maior título da sua carreira e da história do time carioca.

As equipes se enfrentam nesta quinta-feira (3), às 21h30 (de Brasília), pela 29ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro.

No reencontro com o Fluminense e com a torcida, Fernando Diniz pode afundar o Tricolor em caso de vitória. Quando foi demitido do clube, a equipe somava somente seis pontos em 14 jogos na Série A do Campeonato Brasileiro.

Deixaram o clube André e Alexsander. O antigo camisa 7, inclusive, era um dos pilares do time de Diniz. Além disso, Cano, que viveu momentos mágicos ao lado do técnico, vive sua pior fase técnica no futebol brasileiro. Ele está fora do duelo por suspensão.

Na janela de transferências, o Fluminense contratou Ignácio, Gabriel Fuentes, Facundo Bernal, Kevin Serna, Nonato e Victor Hugo.

“O Fluminense pós-Diniz se tornou um time mais convencional no sentido de ocupação de espaços. É na saída de bola que notamos as primeiras diferenças: os laterais se projetam mais e os passes iniciais ficam por conta dos zagueiros e volantes; Thiago Silva tem um peso até maior que Martinelli e Bernal encontrando passes verticais”, analisou Vinicius Dutra, do Footure.

O especialista convidado pela Itatiaia também comentou mudanças no ataque do Fluminense com o novo técnico, além da chegada de Serna.

“Outra mudança é que agora os extremos atuam como pontas, mesmo com Arias tendo um pouco mais de liberdade dentro do sistema (vai muito bem quando flutua na entrelinha). Kevin Serna vai ganhando espaço pela maior capacidade de ir ao ataque em conduções e voltar para defender, o que é importante dentro da ideia de Mano Menezes que acaba priorizando a solidez defensiva”, explicou.

Para Vinicius Dutra, a queda de rendimento de Cano tem explicação também: a proposta de jogo de Mano.

“Germán Cano perdeu espaço por dois fatores de encaixe com a proposta de Mano: a primeira é que ele é um atacante que trabalha muito mais dentro da área, influenciando e tocando pouco fora da área, oferecendo apoios ou outras ações ofensivas. Com Diniz, Cano funcionava melhor porque o time progredia e levava a bola no último terço de maneira mais organizada. O Fluminense do Diniz tinha mais profundidade com bola e circulava ela próxima do gol com volume de jogo mais propositivo, justamente por todo trabalho que André, Marcelo, Ganso e Arias tinham dentro da execução dessa ideia”, comentou.

Por fim, o especialista destacou que o Fluminense se tornou um time mais reativo do que o comandado por Fernando Diniz.

“Agora, o Fluminense do Mano é um time mais reativo, pede mais coisas ao atacante para levar a bola ao ataque, e Cano não se destaca jogando longe do gol com apoios/pivôs e não é rápido para transições. Então, pensando nisso já começamos a entender melhor na escolha do Mano por Kauã Elias, que também é um atacante que defende melhor (segundo aspecto em relação ao Cano) pressionando os zagueiros e sendo uma ameaça em profundidade com desmarques de rupturas em lances de contra-ataques”, explicou.

O Fluminense é o 18º colocado da Série A e está na zona de rebaixamento com 27 pontos conquistados. A equipe perdeu as últimas três partidas na competição. O Cruzeiro soma 43 pontos, em 28 jogos, e é o 8º colocado.

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Jornalista esportivo desde 2006 e com passagens por Lance!, Extra e assessorias de marketing esportivo. É correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Tem pós-graduação em Jornalismo Esportivo e formação em Análise de Desempenho voltado para mercado.

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