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Entenda o que foi o protesto da torcida do Fluminense em frente ao CT

Tricolores foram até o Centro de Treinamento reclamar com a postura da equipe e o clube no últimos jogos

Por, Rio de Janeiro (RJ)
Protesto Fluminense
Protesto da torcida do Fluminense em frente ao CT • Reprodução

O protesto realizado por cerca de 45 torcedores do Fluminense no CT Carlos Castilho, na quinta-feira (16), apresentou diversas frentes de insatisfação motivadas pela sequência negativa de resultados. Além do jejum de vitórias, pesaram para a mobilização a derrota recente para o Independiente Rivadavia-ARG, pela Copa Libertadores, e os desdobramentos do adiamento do clássico contra o Flamengo.

Nesse cenário de tensão, os jogadores  foram os primeiros a enfrentar as cobranças diretamente na entrada do CT. Integrantes de quatro torcidas organizadas apresentaram demandas específicas a cada atleta. Um dos focos das críticas foi o lateral-direito Guga, que optou por descer do carro para dialogar, mas acabou confrontado por uma declaração polêmica após o revés no torneio continental.

Ele afirmou que o futebol seria "sem graça" se um time ganhasse sempre, fala que repercutiu negativamente entre os torcedores e se somou às queixas sobre o pênalti perdido por ele na final do Campeonato Carioca. Diante da pressão, o jogador admitiu o erro em sua fala, buscou contextualizar o comentário e reafirmou seu compromisso em buscar melhores resultados.

Outro alvo constante de críticas desde o início do ano, o zagueiro Freytes também parou para ouvir os manifestantes, sendo questionado inclusive por questões extracampo, como uma foto de sua esposa com a torcida do Independiente Rivadavia.

Assim como seu companheiro de equipe, o defensor reforçou o empenho com o clube para o restante da temporada.

Para formalizar o diálogo, a diretoria do Fluminense recebeu os grupos organizados na porta do centro de treinamentos, em uma reunião que contou com a presença do presidente Mattheus Montenegro, do vice Ricardo Tenório e dos líderes do elenco Samuel Xavier, Renê, Martinelli e Canobbio.

Irritação com o Fla-Flu

Durante o encontro, o debate central girou em torno da aceitação do adiamento do clássico contra o Flamengo, decisão que, na visão da torcida, prejudicou o tempo de descanso da equipe para o compromisso na Libertadores.

Em contrapartida, os dirigentes explicaram que a definição da data não dependia exclusivamente do Fluminense, uma vez que a palavra final caberia à CBF e havia fortes indícios de que o pleito rubro-negro seria atendido de qualquer forma.

Apesar das justificativas técnicas, a cúpula tricolor encerrou a conversa afirmando que compreende a frustração dos torcedores com o momento atual do clube.

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Jornalista esportivo desde 2006 e com passagens por Lance!, Extra e assessorias de marketing esportivo. É correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Tem pós-graduação em Jornalismo Esportivo e formação em Análise de Desempenho voltado para mercado.