Itatiaia

Diretor de futebol do Fluminense afirma que clube é ‘exemplo de gestão’

Segundo Paulo Angioni, as finanças e o modelo de administração do Tricolor carioca é um dos melhores do Brasil

Por, Rio de Janeiro (RJ)
Paulo Angioni é executivo do Fluminense
Paulo Angioni é executivo de futebol do Fluminense • Divulgação/Fluminense

O diretor executivo de futebol do Fluminense, Paulo Angioni, utilizou sua participação no evento RIO-FUTSUMMIT-2026 para enaltecer o modelo administrativo que rege o clube. O dirigente também destacou a evolução da equipe ao longo dos últimos oito anos e manifestou uma visão otimista quanto à transformação em Sociedade Anônima do Futebol (SAF).

Em seu discurso, Angioni sublinhou que a instituição superou a crise iniciada em 2018 para se tornar uma referência de autossuficiência no cenário nacional.

“O Fluminense é hoje um grande modelo de gestão do futebol brasileiro. Não tenho dúvida em afirmar isso. É um clube que, em 2018, enfrentava uma série de dificuldades e conseguiu superá-las. Atualmente, o clube se sustenta com recursos próprios e tem uma estrutura institucional sólida. Mas, olhando para o futuro, a SAF surge como uma possibilidade interessante, mesmo diante desse cenário positivo", afirmou.

Busca por novos investimentos

Apesar do sucesso institucional, o executivo admitiu que a disparidade financeira em relação aos clubes mais ricos do país impõe limites ao crescimento técnico. Dessa forma, ele justificou a necessidade de novos aportes para que o Fluminense mantenha a competitividade no topo da tabela.

"Digo isso porque é muito difícil competir com clubes que têm mais dinheiro. Nós conseguimos competir, mas isso ainda não é suficiente — precisamos de mais investimento. Por isso, a SAF aparece como um caminho possível e, na minha visão, bem-vindo, mesmo com todo o sucesso que o Fluminense construiu desde 2018", comentou.

Por fim, o dirigente revelou que a cúpula tricolor trabalha intensamente nos bastidores para alinhar os diferentes setores e pacificar divergências internas antes de oficializar o novo modelo de negócio.

"É preciso articular o sistema diante das dificuldades, alinhar os diferentes setores e lidar com divergências que vêm sendo trabalhadas nos últimos meses. Acredito que, se isso se concretizar, o modelo futuro ficará mais estruturado e consistente", concluiu Angioni.

Por

Jornalista esportivo desde 2006 e com passagens por Lance!, Extra e assessorias de marketing esportivo. É correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Tem pós-graduação em Jornalismo Esportivo e formação em Análise de Desempenho voltado para mercado.