Zico invade coletiva e surpreende zagueiro do Flamengo: 'Conto como título'
Ídolo rubro-negro surpreende o zagueiro durante entrevista no Ninho do Urubu, no Rio de Janeiro

Desde que Filipe Luís assumiu o comando do Flamengo, em outubro, Léo Ortiz conquistou a titularidade e não largou mais. O desempenho do zagueiro rendeu elogios públicos de Zico. Nesta quinta (20), o eterno camisa 10 da Gávea surpreendeu o defensor ao "invadir" a entrevista coletiva no Ninho do Urubu, no Rio de Janeiro.
"É sempre bom apreciar quem a gente gosta do futebol, jogadores como você (Ortiz), que tem amor pela bola, que trata ela bem. Ela gosta de ser bem tratada e é bom a gente ver isso em jogador do futebol de hoje", afirmou Zico a Léo Ortiz, com quem trocou camisas personalizadas e tirou fotos no CT do Rubro-Negro.
Antes da surpresa feita por Zico, Léo Ortiz foi questionado sobre o momento que vive com a camisa do Flamengo e sobre como recebeu os elogios de Zico.
Confira, abaixo, outras respostas de Léo Ortiz, zagueiro do Flamengo:
Momento do sistema defensivo e projeção da temporada
"Não podemos nos contentar com tudo que está acontecendo agora, não é porque temos a melhor defesa que está tudo certo. Temos muita coisa para melhorar, o Filipe passa diariamente vídeos e análises sobre o que precisamos melhorar. O nível vai aumentar durante o ano, vamos enfrentar times que atacam de formas diferentes e temos que estar preparados. É manter a consistência e tentar levar poucos gols, que assim vamos ganhar a maioria dos jogos, porque nosso ataque dificilmente passa um jogo zerado. Filipe acredita que o ataque ganha jogos e a defesa ganha campeonatos. A defesa quer dizer todo mundo defender junto, pressionar lá em cima. É seguir evoluindo e buscando melhorar."
"Passa muito pela compactação do time, pela coragem de pressionar lá em cima, de a gente lá atrás manter a linha no meio, encurtar o campo do adversário, as coberturas ficam amis próximas. Em um momento ou outro desgasta, mas desgasta mais o adversário, quanto mais tempo você passa com a bola menos você cansa. Temos que encontrar um equilíbrio quando a gente recupera para saber quando acelerar e quando ficar mais com a bola, para não estarmos sempre perdendo e indo atrás. Conversamos muito sobre esse equilíbrio."
Disputa com Danilo, reforço em 2025
"O currículo dele fala por ele mesmo. Grandes times, grandes títulos, capitão da Seleção. É um prazer tê-lo aqui. É um crescimento para todos, principalmente para mim e para o Léo (Pereira). Ele é um cara pelo perfil dele que gosta de aprender. Ele quer crescer também. É uma dor de cabeça boa para o Filipe, ele vai ter que lidar com isso. E isso só faz com que a competição fique cada vez maior, e isso eleva o nível do elenco. Vai ser necessária a qualidade de todos em todos os momentos."
Seleção Brasileira
"Sempre existe a expectativa, estou no Flamengo disputando as principais competições, então sempre tem expectativa. Vou acompanhar a convocação, mas sem possibilidade de me frustrar. Meu foco é aqui, fazer meu melhor aqui nos treinos e nos jogos. A convocação é consequência do que eu faço aqui. A concorrência é forte, respeito a escolha do Dorival."
Gramado sintético
"É uma coisa complicada de falar. Os clubes fazem escolhas às vezes para ter uma coisa mais fácil de cuidar, como é o sintético, mas tira um pouco da qualidade do jogo e, por não ter manutenção frequente, aumenta o risco de lesões, tem gente que sente mais. Eu prefiro jogar no gramado natural, mas a cobrança tem que ser para ter gramados naturais de qualidade, porque é ruim também jogar em campos mal cuidados. Temos que cobrar mais investimentos para o futebol brasileiro crescer, isso passa pelo gramado, passa pela bola, porque prejudica muito o jogo. As instituições que cuidam disso têm que escutar mais os atletas e técnicos, porque são os principais responsáveis pelo espetáculo."
Trabalho e modelo de jogo com Filipe Luís
"De total importância. Me ajudou muito a chegada do Filipe. Independentemente do trinador, não vou perder essa característica de construção. O Filipe gosta muito dos jogadores posicionados nas suas funções, o zagueiro achar os meias e não os volantes baixando tanto para jogar. Ele gosta que a gente comece a construção e passe pelos volantes, num jogo mais posicional. Isso facilitou para mim, para eu poder construir como sempre fiz na minha carreira. Mas a experiência com o Tite também foi muita boa, pude retomar o que fiz na base."
Chefe de reportagem e ex-correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Apaixonado por esportes, pela arquibancada e contra torcida única.



