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Leilão? Espera? Boto manda recado forte em negociação do Flamengo por Almada

Rubro-Negro tenta fortalecer o setor ofensivo, mas impõe limites

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José Boto tem negociado por Thiago Almada há semanas
José Boto tem negociado por Thiago Almada há semanas • Divulgação / Flamengo; Divulgação / AFA

O Flamengo já tinha um acordo para contratar Thiago Almada junto ao Atlético de Madrid (ESP). Mas uma nova investida do River Plate (ARG) na última semana pendeu a negociação para o outro lado da fronteira. Foi isso que levou o diretor de futebol do Rubro-Negro, ao país vizinho nos últimos dias. E na volta, na madrugada desta terça-feira (4), ele se posicionou de forma contundente sobre o tema.

"Fui lá para ficar bem claro para eles que nós não entraríamos em leilões. Ou seja: aquilo que nós já tínhamos combinado é aquilo que vai ser se ele quiser vir para o Flamengo", afirmou Boto em sua primeira frase.

A Itatiaia já havia informado o estágio bastante avançado da negociação pelo meia-atacante de 25 anos. O movimento do clube rubro-negro, neste momento, foi de posicionamento: tanto junto aos atores da eventual transferência quanto para a torcida.

"Pode vir o Almada, pode vir outro, pode não vir ninguém, mas se vier, tenham certeza que o presidente do Flamengo (Bap) é tão torcedor como vocês todos ou mais. Ele não vai deixar quebrar o clube. E muitas vezes naquela ânsia de se querer um nome, um jogador desta altura, quebra-se o clube", destacou Boto, que emendou:

"Quero dizer para as pessoas estarem tranquilas que, se tiver que vir algum jogador, vai vir nas condições que o Flamengo quer, e não em leilões. O Almada nunca nos disse que não queria no Flamengo. Agora, nós falamos ao Almada e seu staff que não entramos em leilões", decretou o dirigente.

Negociações que envolvem grandes valores por vezes se arrastam, realmente. Mas Boto também deixou explícito que vai esperar o tempo que convier ao clube da Gávea - A janela internacional de transferências está aberta e fecha no dia 11 de setembro.

“Há um otimismo sim. Mas nós não vamos esperar eternamente. Embora, volto a dizer, contratações desta valia exigem paciência. Temos que ter paciência para não pagarmos mais do que se deve. Não vamos esperar eternamente e não vamos entrar em leilões com outros clubes que estão interessados e com outros clubes que não estão interessados, mas que agem porque faz parte do jogo fingir que estão para aumentar o preço do jogador”, alertou Boto. E acrescentou:

“Vocês sabem que quando se paga estes valores é muito importante os prazos de pagamento. Uma coisa é pagar 20 milhões (de euros) em um ano, outra coisa é pagar 20 milhões em dois, outra coisa é pagar 20 em três ou cinco. E isso faz toda a diferença numa negociação. E como é óbvio, eu, quando estou a vender, quero que me paguem logo, no máximo em dois anos. Do outro lado é a mesma coisa. Portanto, esses são processos que demoram e levam tempo, são processos em que é preciso paciência para que não se pague mais do que aquilo que se deve", analisou, antes de finalizar:

"Por outro lado, há outra coisa que as pessoas às vezes esquecem, quando nós falamos que uma transferência custa 20 ou 30 milhões (de euros): é 20, mais 18% de imposto. Coisa que não existe em outros países. Quando é 20 não é "só" 20: são quase 24 milhões de euros. Se é 30 não é "só" 30, são 36 milhões de euros. E isso também faz a diferença", ponderou, sobre os valores dos impostos.

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Correspondente digital da Itatiaia no Rio de Janeiro. Formado na PUC Rio, já cobriu clubes e negócios do esporte, além de ter experiência como assessor de imprensa e editor de texto. Se o esporte move paixões, ele pode mudar vidas.

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