Filipe Luís projeta atuação com o DNA do Flamengo contra o Bayern: 'Tudo pode acontecer'
Treinador destaca a qualidade do Bayern de Munique, mas reforça que não abrirá mão do “DNA do Flamengo” nas oitavas de final do Mundial de Clubes

Filipe Luís já deixou claro que não abrirá mão do "DNA do Flamengo" independentemente do adversário. Após o empate com o LAFC, nesta terça (24), o treinador repetiu o discurso ao projetar o confronto com o Bayern de Munique, nas oitavas de final do Mundial de Clubes, no próximo domingo (29).
O treinador rubro-negro colocou o rival na "elite do futebol" que enxerga acima dos times sul-americanos, mas ressalta que o duelo em jogo único permite ao Flamengo sonhar com a vaga.
"Para mim, o Bayern faz parte dessa elite. (de clubes europeus) Um time colosso, gigante europeu, absolutamente dominante em seus jogos, no seu campeonato nacional, e com um elenco extraordinário, e um treinador excelente. Nos dá muitas ideias para copiar e trazer para o nosso modelo. Em um jogo tudo pode acontecer. A forma que temos de jogar, de preparar os jogos, de treinar, estudar os adversários e passar aos jogadores é sempre a mesma, seguindo o que o DNA do Flamengo pede", iniciou o treinador.
"É pressionar o adversário, propor o jogo e ser o mais vertical possível. É o que torcedor pede e vamos tentar fazer. Sabemos da qualidade que eles têm e da forma que jogam. Vão tentar impor o ritmo deles e nós teremos a chance de fazer a mesma coisa. No final, que vença o melhor", concluiu Filipe Luís.
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Filipe Luís pôde escalar uma equipe alternativa pois o Flamengo entrou em campo já classificado em primeiro lugar da chave. O time terminou a fase de grupos com sete pontos.
O time de Los Angeles, sem chances de avançar antes mesmo da bola rolar, somou seu primeiro ponto no torneio. O gol de Bouanga, inclusive, foi o único do LAFC na campanha.
Que venha o Bayern de Munique
Flamengo e Bayen de Munique se enfrentarão no próximo domingo (29), em Orlando, às 17h de Brasília. Confira, aqui, todos confrontos das oitavas de final já definidos.
Confira, abaixo, mais respostas de Filipe Luís, técnico do Flamengo:
Análise da fase de grupos
"Fizemos grande fase de grupos. Conseguimos nosso objetivo de forma antecipada. Hoje, conseguimos segurar os jogadores que estavam pendurados, conseguimos dar minutos a quem vinha tendo menos minutos, dar ritmo a quem precisava mais de ritmo e, mesmo assim, o time manteve o padrão, fizemos um grande jogo. Tivemos várias chances para fazer gol, infelizmente a bola não entrou, saímos com o empate e a força de não ter perdido. Felizes, sem nenhuma lesão. Agora é pensar no Bayern de Munique."
Frustração do torcedor pelo empate
"O torcedor sempre vai querer resultado, sempre espera a vitória. Tenho um caminho traçado para chegarmos às vitórias. Os resultados não controlamos, só a forma como jogar, do jeito que o Flamengo pede, e o time fez isso. Pressionou a bola, jogou no campo adversário, chutamos muitas bolas no gol. Infelizmente, a bola não entrou. Não controlamos o resultado, mas a forma, sim."
Arrascaeta como titular indica menos minutos contra o Bayern?
"O que decidi hoje não tem absolutamente nada a ver com o jogo do Bayern. A única coisa que, sim, foi decidida foi os jogadores com cartão. Só usei o Bruno Henrique, pois precisa de minutos para manter o ritmo. Não vinha sendo titular. Eu não decidi ainda o plano para o Bayern."
Escalação contra o LAFC
"O time que foi a campo, na minha cabeça, era o time para dar minutos a jogadores sem minutos por já estarmos classificados em primeiro. Poupamos jogadores com cartões. Os que foram a campo eram absolutamente suficientes para vencer, e fizeram um jogo digno de vencer. Controlamos, tivemos domínio, volume, finalizamos, e, infelizmente, o resultado não veio."
Jornalista e correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Apaixonado por esportes, pela arquibancada e contra torcida única.



