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Esquema de apostas: veja o que pensam os jogadores do Flamengo

Everton Ribeiro e Bruno Henrique se posicionam sobre o tema após a vitória do Flamengo sobre o Goiás, no Maracanã

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Everton Ribeiro é o capitão do Flamengo
Everton Ribeiro é o capitão do Flamengo • (Foto: Marcelo Cortes/Flamengo)

O Flamengo venceu o Goiás no Maracanã, por 2 a 0, e deu um salto na tabela do Campeonato Brasileiro, mas o tema após a partida de quarta-feira foi a operação Penalidade Máxima, que investiga o envolvimento de jogadores em manipulação de resultados no futebol brasileiro. Everton Ribeiro, um dos líderes do elenco e capitão do time, foi quem pediu uma investigação séria e uma punição rígida.

“É muito triste. A gente luta tanto para chegar nessa posição, é o sonho de muitas crianças, nós somos exemplos. Sabemos que tem que ser punido e investigado. Ser rígido para que não aconteça.. Temos de ter responsabilidade no que fazemos e cuidar do futebol. ”, afirmou Everton à TV Globo.

Já o atacante Bruno Henrique destacou que o elenco é experiente e saberá deixar esse assunto do "lado de fora", sem atrapalhar a sequência do ano. "Não cabe a gente ficar debatendo sobre isso. Tem autoridades para isso. Vamos deixar o que está do lado de fora, estamos super seguros no Flamengo. Somos um time experiente, temos que nos preocupar em trilhar o caminho das vitórias", finalizou.

A Operação Penalidade Máxima

O Ministério Público de Goiás ofereceu nova denúncia contra 17 pessoas no âmbito da Operação Penalidade Máxima II. Os denunciados são divididos em três núcleos: financiadores, apostadores e intermediadores. Seis jogadores estão denunciados nessa nova fase. A Itatiaia teve acesso à denúncia e detalha as argumentações do MP-GO.

Os apostadores aliciavam atletas para que eles fossem punidos ao longo de partidas das Séries A e B do Campeonato Brasileiro de 2022. Também há registros de manipulação em jogos de alguns estaduais de 2023. A Operação Penalidade Máxima teve, até agora, duas fases.

São quinze jogadores formalmente denunciados e outras nove pessoas classificadas como intermediários entre os atletas e os apostadores. Bruno Lopez de Moura é apontado pelo Ministério Público como chefe da quadrilha.

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Jornalista e correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Apaixonado por esportes, pela arquibancada e contra torcida única.