Entenda por que o Flamengo ficou com 42,5% da bilheteria de R$ 26 milhões
Partida de ida da decisão da Copa do Brasil, no Maracanã, ficou marcada pela renda arrecadada com a venda de ingressos

A partida de ida da final da Copa do Brasil, entre Flamengo e São Paulo no domingo (17), atingiu uma bilheteria recorde de R$ 26 milhões e 343 mil. Segundo o borderô do jogo, que terminou com vitória do Tricolor por 1 a 0, o Rubro-Negro ficou com R$ 11 milhões e 216 mil, ou 42,57% da renda total.
Abaixo, a Itatiaia explica o porquê do clube carioca ter ficado com este percentual da bilheteria.
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Inicialmente, vale explicar que a bilheteria só alcançou os R$ 26 milhões por conta de uma manobra contábil implementada pelas federações em 2023. A CBF determinou que os clubes devem registrar ingressos adquiridos com 50% ou mais de desconto por sócios-torcedores com o "preço cheio".
Desta forma, taxas calculadas percentualmente têm como base uma receita inflada por estes valores.
No caso da partida entre Flamengo e São Paulo, o complemento contábil, como consta no próprio borderô, foi de R$ 9 milhões e 482 mil. Portanto, a arrecadação com a venda de entradas foi, de fato, de R$ 16.861.141,25. A final teve um público pagante de 60.390 torcedores, com 67.350 presentes.
As despesas ficaram no valor de R$ 5.644.882,26. As despesas operacionais do estádio (R$ 1,266 milhão), a "taxa Fer"j (R$ 1,262 milhão) e os 5% pagos ao INSS (R$ 843 mil) foram os maiores custos.
Assim, decontadas as despesas da "bilheteria real", o Flamengo ficou com os R$ 11 milhões e 216 mil.
Chefe de reportagem e ex-correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Apaixonado por esportes, pela arquibancada e contra torcida única.



