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Com presença de amigos, fãs e familiares, corpo de Adílio é velado na Sede do Flamengo

Aos 68 anos, o ídolo rubro-negro faleceu nesta segunda (5), vítima de um câncer no pâncreas

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Torcedores do Flamengo durante velório de Adílio
Torcedores do Flamengo durante velório de Adílio • Matheus Dantas/Itatiaia

O corpo de Adílio é velado na manhã desta terça (6), na Sede do Flamengo, na Gávea, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Amigos, ex-companheiros, fãs e familiares se despediram emocionados de um dos grandes ídolos da história do clube carioca.

Adílio faleceu na segunda (6), aos 68 anos, em resultado do avanço de um câncer no pâncreas. O ex-camisa 8 estava internado, no Rio, e teve uma piora no quadro de saúde na última semana. O enterro será no cemitério São João Batista, em Botafogo.

Andrade, que fez parte da geração de 1981 e grande amigo de Adílio, lamentou a passagem do ex-companheiro.

“Aprendi muita coisa. Figura humana sensacional. Momento muito difícil. Nunca estamos preparados para a perda de um irmão. Adílio estava sempre preparado para ajudar as pessoas”, afirmou Andrade.

Além de Andrade, Zico, Bebeto, Leandro, Mozer, Nunes, Jayme de Almeida, Raul Plasmann e Júnior, entre outros

estiveram presentes na Gávea no velório, que segue na Sede do Flamengo até às 14h.

O presidente Rodolfo Landim, Marcio Braga e Eduardo Bandeira de Mello, ex-presidentes, o CEO Reinaldo Belotti e outros dirigentes do Flamengo também marcaram presença e prestaram suas homenagens ao ídolo.

“Minha relação começa sem ele me conhecer. Ia para o Maracanã torcer para o maior time que vi jogar, o Flamengo de 81. Aos 11 anos, chego na Gávea e fico vendo esses caras treinando de longe. Ele não me conhecia. Sete anos depois, com 18 anos, pelo destino, eu sou relacionado para o jogo do profissional, já treinando com ele, tendo uma relação com ele. Adílio sempre foi uma inspiração, caindo pelo lado esquerdo, driblador. Me espelhava. O reverenciava. Foi de grande ídolo a companheiro”, contou Zinho, que substituiu Adílio em sua estreia.

“Quis o destino que minha estreia fosse entrando no lugar dele. No dia 9 de março de 1986, Flamengo e Mesquita no Caio Martins, ele se machuca e entro no jogo. Me abraça e fala: “Lembra que você queria me imitar, nos treinos, faz aquilo agora”. O cara certo na hora certa. Me ensinou muito”, completou.

Pilar da geração do Flamengo que marcou época na década de 1980, ao lado de Leandro, Andrade, Júnior, Zico e companhia, Adílio foi campeão do Mundial de Interclubes em 1981.

Na final contra o Liverpool-ING, em Tóquio, no Japão, o camisa 8 do Flamengo marcou o segundo gol na vitória por 3 a 0 sobre os ingleses. Foi o ápice de uma trajetória vitoriosa.

Ao todo, foram 10 títulos pelo Flamengo, clube que o revelou e pelo qual disputando 617 partidas, sendo o terceiro atleta com mais jogos com o Manto, atrás de Zico e Júnior.

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Chefe de reportagem e ex-correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Apaixonado por esportes, pela arquibancada e contra torcida única.

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