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Atuação do Flamengo não empolga, mas dá bons sinais para ser virada de chave

Rubro-Negro consegue manter a intensidade durante os 90 minutos e garante classificação na Copa do Brasil, diante do Fluminense

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Arrascaeta e Thiago Maia tiveram ótimas atuações diante do Fluminens
Arrascaeta e Thiago Maia tiveram ótimas atuações diante do Fluminens • (Foto: Marcelo Cortes/Flamengo)

Ao final do clássico desta quinta (1), com vitória e classificação na Copa do Brasil diante do Fluminense, em um Maracanã lotado e vibrante, dificilmente houve um torcedor do Flamengo que não lembrou da campanha de 2023, quando o time fazia uma campanha ruim e virou o confronto com o Atlético, nas mesmas condições, e partiu para um segundo semestre históricos, com dois títulos.

A atuação não empolgou, mas sinais foram dados pelo time de Sampaoli para uma "virada de chave".

Opções e intensidade mantida

Sofrendo com desfalques por problemas físicos desde que iniciou seu trabalho, em 17 de abril, Jorge Sampaoli teve quase todo elenco à disposição para o Fla-Flu. A exceção foi Matheuzinho, em recuperação de uma fratura. É verdade que nem todos jogadores estavam nas condições ideia, com Everton Ribeiro e Arrascaeta recuperando-se às vésperas do clássico e voltando a jogar após 15 dias.

De todo modo, a convicção da comissão técnica é de que as coisas irão melhorar neste aspecto. Com críticas à forma física na qual o elenco estava ao chegar no Ninho do Urubu, Sampaoli "pesou" a mão nos treinos desde então, mas, passadas sete semanas, acredita que o grupo está atingindo as condições de atuar na intensidade que deseja. Contra o Flu, não houve queda brusca após o intervalo.

"Estamos longe de consolidar uma ideia porque temos pouco tempo. Hoje faltou um pouco de jogo, mas o time deu muita intensidade. É seguir o trabalho porque temos muito a fazer", afirmou Sampaoli.

Controle, variações e poucos riscos

Como admite Sampaoli, o futebol apresentado pelo Flamengo não foi brilhante, mas a verdade é que o time teve o controle quase absoluto do jogo após abrir o placar. O segundo gol, já nos acréscimos, demorou a sair, com várias chances perdidas, enquanto Matheus Cunha praticamente não foi exigido.

Com 13 escalações diferentes em 13 partidas, Sampaoli voltou a utilizar uma esquema com três zagueiros no Fla-Flu, mas mudou para uma linha de quatro defensores, com Ayrton Lucas e Wesley como laterais, na etapa final, com a entrada Everton Ribeiro no lugar de Léo Pereira. A variação tática é importante, por mais que a equipe ainda não apresente a produção ofensiva que se espera dela.

Elenco afasta crise

Os dias que antecederam o Fla-Flu tiveram um noticiário quente, com repercussão sobre o clima pesado entre jogadores em temporada de resultados ruins. Após a vitória, quem falou com a imprensa afastou qualquer tipo de crise, como o jovem Victor Hugo e o capitão Everton Ribeiro. Gabigol foi mais enfático, afirmando que o problema é, na verdade, do elenco com a imprensa.

Em campo, os jogadores fizeram questão de comemorar a classificação juntos, inclusive com David Luiz e Gabigol se abraçando após o segundo gol do Fla, marcado pelo camisa 10 já nos acréscimos.

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Jornalista e correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Apaixonado por esportes, pela arquibancada e contra torcida única.