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Textor afirma que não houve quebra de acordo na SAF do Botafogo: 'Não é o Vasco'

Empresário norte-americano cobra ação do clube social para desbloquear 'receitas' para o futebol alvinegro

Por, Rio de Janeiro (RJ)
John Textor Botafogo
John Textor é o proprietário da SAF do Botafogo desde 2022 • Vítor Silva/Botafogo

 

John Textor, proprietário da SAF do Botafogo desde 2022, posicionou-se sobre o atual cenário do clube.

Em contato com à "ESPN", o empresário norte-americano afirmou que não houve "quebra de acordo" por parte de sua gestão e cobra que o clube social desbloqueie, na Justiça, a entrada de receitas.

"Isto não é o Vasco. Não há quebra de acordo. O dinheiro entra e sai o tempo todo, no curso normal da gestão de um clube de futebol, e nossa empresa tem o direito de tomar decisões de gestão de caixa que funcionaram bem o suficiente para nos levar a conquistar dois campeonatos", diz John Textor.

"Certos membros do clube social continuam a nos criticar na imprensa por não termos dinheiro suficiente, mas seguem se recusando a assinar documentos que nos permitiriam trazer financiamento saudável. Mais grave ainda, eles claramente recorreram à Justiça para bloquear receitas de transferências que estavam por entrar", completa na sequência.

Em crise financeira e institucional, a SAF do Botafogo vive cenário de incerteza devido à disputa judicial entre John Textor e credores da Eagle Holding Football. O empresário norte-americano teve os poderes como diretor da Eagle Bidco suspensos, mas continua como gestor do Botafogo graças a uma liminar.

A Eagle Bidco é a subsidária britânica da Eagle Holding Football, rede multiclubes fundada por John Textor, da qual Botafogo e Lyon fazem parte. A Ares foi investidora para a compra do clube francês e está disputando judicialmente o controle das ações do grupo no Reino Unido. Saiba mais clicando aqui.

A Justiça do Rio de Janeiro extinguiu, em 24 de março, o processo que corria desde o ano passado a respeito da disputa entre Eagle e John Textor pelo controle da SAF do Botafogo. A determinação é de que o caso seja resolvido na Câmara de Mediação e Arbitragem da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O Lyon-FRA chegou a ter o rebaixamento para a segunda divisão decretada por irregularidades financeiras, e a situação só foi revertida com o afastamento de Textor do clube, em junho de 2025.

Desde então, Botafogo e Lyon trocam acusações e cobram dívidas e ressarcimento de operações financeiras e transferências de atletas realizadas entre as equipes. A SAF do Glorioso posicionou-se sobre o tema recentemente, reforçando que irá cobrar na Justiça os valores que considera devidos.

Confira, na íntegra, o posicionamento de John Textor à "ESPN":

"Isto não é o Vasco. Não há quebra de acordo. O dinheiro entra e sai o tempo todo, no curso normal da gestão de um clube de futebol, e nossa empresa tem o direito de tomar decisões de gestão de caixa que funcionaram bem o suficiente para nos levar a conquistar dois campeonatos.

Além disso, nosso comunicado público anterior deixa claro que aportamos mais recursos do que jamais foi exigido pelo nosso acordo de SAF, e isso foi feito antes do prazo. Como estamos em total conformidade com o nosso acordo, e nunca fomos notificados pelo clube social sobre suas alegações de descumprimento, não esperamos nenhuma ação por parte do clube social e esperamos que eles retornem a um papel de acionista apoiador.

Enquanto isso, certos membros do clube social continuam a nos criticar na imprensa por não termos dinheiro suficiente, mas seguem se recusando a assinar documentos que nos permitiriam trazer financiamento saudável. Mais grave ainda, eles claramente recorreram à Justiça para bloquear receitas de transferências que estavam por entrar, mesmo que esses acordos tenham sido estruturados para manter os jogadores conosco por um período prolongado. Como podem bloquear 34 milhões em receitas e depois reclamar que não temos dinheiro suficiente?

Acredito, sim, que temos muitos apoiadores dentro do clube social, apesar do que certos líderes sugerem. Por isso, tentarei esclarecer a situação para o restante do clube social nos próximos dias e semanas. Tenho certeza de que essas grandes reuniões do conselho começarão a mudar suas opiniões assim que tiverem informações melhores.

Eles dizem que vão esperar 30 dias… Para quê? Por que esperar? Eles deveriam assinar os documentos de que precisamos para trazer capital. Neste momento, o clube social faz parte do problema. Eles deveriam fazer parte da solução."

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Jornalista e correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Apaixonado por esportes, pela arquibancada e contra torcida única.