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Técnico do Botafogo admite 'problema emocional' em clássico e cita Luís Castro

Tiago Nunes avalia derrota do Glorioso para o Vasco, neste domingo (18), pela nona rodada da Taça Guanabara

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Tiago Nunes, técnico do Botafogo, durante partida no Nilton Santos • Vítor Silva/Botafogo

Repetindo o roteiro de vários jogos na reta final de 2023, o Botafogo esteve na frente do placar do Vasco neste domingo (18), mas sofreu a virada e saiu derrotado do Estádio Nilton Santos, em clássico pelo Campeonato Carioca. Após a partida, o técnico Tiago Nunes admitiu que o time "sentiu emocionalmente" o gol de empate.

"A partir do empate do Vasco, a gente sente bastante emocionalmente. A gente sucumbe emocionalmente. Sentimos no vestiário que os jogadores sentiram aquele momento. Tinha uma expectativa alta. E você sofre com 50 segundo um revés e desarticulou muito a equipe. O segundo e terceiro gols a gente entregou. Sofremos gols evitáveis. O quarto foi consequência. O que mais me preocupa é a questão da reação, a equipe sentiu o golpe num jogo controlado", disse o técnico.

"O professor Luis Castro, que teve muito sucesso aqui, levou quase um ano para levar o Botafogo a um nível competitivo que durou entre 5 e 6 meses. Durante esse ano o Botafogo oscilou até encaixar a equipe no início do Brasileiro. Depois a dificuldade emocional, sim. A gente não conseguiu repetir. A gente tem uma memória emocional do ano passado. Quando sofre revés como esse, volta tudo à tona", afirmou Tiago Nunes.

"Por mais que a gente tenha mudanças no elenco, o time titular é remanescente do ano passado. Vamos evoluir através da sequência de resultados positivos e também da chegada de jogadores para encorpar o grupo e não só o titular. Porque muitos jogadores estão pedindo para ter uma sequência fora da equipe, para parar de carregar essa carga emocional tão forte. Você tem que ter mais jogadores de um nível compatível para manter o Botafogo competindo em alto nível", finalizou.

Confira outras respostas de Tiago Nunes após a derrota do Botafogo para o Vasco:

Atuação do Eduardo

"O Eduardo fez dois golaços. Ele jogou muito bem contra o Volta Redonda. E dá uma sequência com o segundo jogo. Tem alguns momentos que coletivamente a equipe funcionou e potencializaram ele. Quando a gente toma o segundo gol, tem uma queda emocional. Mas o Eduardo individualmente foi um dos jogadores que mais mostrou poder de reação e indignação. Botou a bola debaixo do braço e me deixou satisfeito. É um jogador experiente, que vinha sendo criticado. Deu uma resposta no momento que a gente precisava dele. Espero que mantenha regularidade."

Opção por titulares

"A gente tem que dar minutos e repetir a equipe para que a gente consiga criar comportamentos. Da equipe do jogo passado eu só troquei três jogadores. A estrutura está se mantendo, a gente precisa buscar uma identidade de jogo com a repetição."

Confiança em manutenção do trabalho

"Tenho conversado com bastante treinadores. Existe um consenso entre os treinadores que a melhor coisa é pegar um time depois do estadual. Geralmente é um marco, depois do estadual os times mudam o treinador. Estadual só é bom para quem ganha. Mas não estou preocupado, estou fazendo o meu trabalho.

Comprometido em participar do processo de reconstrução, dentro de um grupo SAF. A gente participa não só da equipe, mas do clube. Tenho confiança das pessoas que me contrataram de que a gente não está entregando agora ainda o resultados ideais, mas a médio e longo prazo a equipe vai estar muito forte. A gente sabe que precisa entregar agora, mas existe um crescimento no desenvolvimento do trabalho e com os jogadores que vão se somando a equipe."

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Jornalista e correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Apaixonado por esportes, pela arquibancada e contra torcida única.

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