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Liderança do Botafogo passa por elenco equilibrado e com 'fome'

Luís Castro revela fator decisivo para a união e o desenvolvimento do trabalho no Botafogo, líder do Brasileirão

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Elenco forte: Botafogo de Luís Castro tem ótimas alternativas
Elenco forte: Botafogo de Luís Castro tem ótimas alternativas • (Foto: Vítor Silva/Botafogo)

Perri, Cuesta, Marçal, Tchê Tchê, Júnior Santos... Em determinado momento da entrevista após a vitória sobre o Corinthians, por 3 a 0 no Nilton Santos, Luís Castro citou uma série de jogadores do elenco. O técnico não estava referindo-se apenas aos destaques do time, mas ao fato de que, antes de chegarem ao Botafogo, esses mesmos nomes não estavam tendo sequência em seus clubes. Esse aspecto, na visão do treinador, é um dos fundamentais para o momento vivido pelo Glorioso em 2023.

"Muitos deles chegaram aqui sem jogar nas suas equipe, viram como oportunidade de voltar a ser o que foram e ter o destaque que merecem ter. Aqui viram como oportunidade. Hoje é fácil falar que o elenco é muito bom. Mas não jogavam. Toda alma que ganharam foi porque perceberam que são necessários mecanismos interiores, como coragem, ambição e trabalho no dia a dia", disse Luís Castro.

A "fome" do elenco tem resultado em ótimas atuações e vitórias. No Brasileirão, são cinco vitórias consecutivas e a liderança invicta da tabela. Levando em conta todos torneios, são 15 jogos sem perder. Para Castro, o elenco homogêneo e com opções, faz com que não haja reservas ou titulares.

"Não há um time titular. Por muito que queiram, não há. O Tchê [Tchê] e o Marlon pode desenvolver a 6. O Carlos Eduardo e o Tchê [Tchê] podem fazer a 10. Falaram que o Cuesta não vai jogar, mas vai outro. Vamos dizer que é a mesma coisa, mas são jogadores diferentes. Mas para mim não há", avaliou.

Luís Castro leva o discurso para o campo. Nas cinco rodadas do Brasileirão, o treinador não repetiu a escalação do Glorioso. Ora o técnico fez mudanças por questões de desfalque, como quando Marçal se lesionou e Rafael jogou na esquerda, ora por questões físicas, quando tirou Tiquinho Soares, ou por conta das características rivais. O meio de campo do Botafogo é o setor que representa tudo isso.

É o setor mais alterado por Luís Castro jogo a jogo, mas por um bom motivo. Não faltam alternativas para o técnico. Gabriel Pires, por exemplo, não vinha tendo oportunidades, mas foi recuperado e fez duas grandes atuações diante do Atlético e Corinthians, nas recentes vitórias no Estádio Nilton Santos.

"O Tchê Tchê e o Marlon pode desenvolver a 6. O Gabi (Pires) e o Lucas (Fernandes) podem fazer a 8. O Carlos Eduardo e o Tchê Tchê podem fazer a 10. Falaram que o Cuesta não vai jogar, mas vai outro. Não vamos dizer que é a mesma coisa, mas são jogadores diferentes. Mas para mim não há (titular ou reserva)", finalizou o comandante português, que, apesar do início animador, mantém os pés no chão.

"Não muda nada no objetivo, que é ganhar o próximo jogo. Nosso objetivo vai ser sempre o mesmo. O jogo de hoje já não interessa. O que nos interessa é o presente que pode levar a um bom futuro."

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Jornalista e correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Apaixonado por esportes, pela arquibancada e contra torcida única.

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