John Textor chega ao Rio para negociar e acompanhar estreia do Botafogo
Dono de 90% da SAF alvinegra, norte-americano está no Brasil para negociar com credores e ver de perto a estreia

O Botafogo terá um torcedor ilustre na estreia na Série A do Campeonato Brasileiro, diante do São Paulo, neste sábado (15), no Nilton Santos: John Textor. O dono de 90% das ações da SAF do clube, desembarcou no país para ver de perto o primeiro jogo da equipe, além de resolver algumas questões financeiras.
O empresário vai se reunir com credores do Botafogo para negociar algumas dívidas que ficaram pendentes em relação ao pagamento. Isto porque o norte-americano reporvou algumas penhoras que o clube sofreu no fim do ano passado e início deste ano e afirmou que a SAF não iria mais pagar o Regime Centralizado de Execuções (RCE), acreditando que existem brechas na Lei que estão prejudicando o fluxo de caixa alvinegro. Porém, após seguidas rodadas de conversas, ele vem ao Brasil resolver esse impasse.
Em janeiro, em entrevista com diversos influenciadores do Botafogo, o norte-americano fe duras criticas a forma como as Sociedades Anônimas do Futebol foram criadas no país. Ele foi um dos primeiros grandes investidores no país, assim que foi liberado o acordo para a criação da SAF.
"A Lei da SAF está quebrada. Ela não funciona. Começamos a controlar o clube no dia 11 de março (de 2022), e desde o começo sentimos que os juízes e as cortes brasileiras não tiveram cuidado em interpretar a lei como ela foi criada. A Lei da SAF deveria nos ajudar, mas ela está quebrada, não funciona. Não estamos prontos para aportar no futuro porque os fantasmas do passado continuam interferindo. Não vamos colocar mais dinheiro no RCE até as cortes respeitarem a lei", disparou na ocasião.
Textor reclamou que a chamada fila de credores não vinha sendo cumprida e por isso agora quer debater ponto a ponto com os interessados, para sanar todas as questões, e aliviar um pouco os cofres alvinegros, ainda sufocados com as penhoras.
Caso optasse por sair do RCE, a SAF do Botafogo deixaria de ter benefícios como descontos e prazos maiores para o pagamento de dívidas, abrindo mais brechas para bloqueios e execuções.
Jornalista esportivo desde 2006 e com passagens por Lance!, Extra e assessorias de marketing esportivo. É correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Tem pós-graduação em Jornalismo Esportivo e formação em Análise de Desempenho voltado para mercado.
