Artur Jorge lamenta empate com o Vitória e admite impacto mental no Botafogo
Treinador, contudo, reforça capacidade do Botafogo para reagir e vê disputa pelo Campeonato Brasileiro aberta a três rodadas do fim

Após o empate em 1 a 1 entre Botafogo e Vitória, no Rio de Janeiro neste sábado (23), o técnico Artur Jorge concedeu uma longa entrevista coletiva no Estádio Nilton Santos. O treinador admitiu frustração pelos resultados recentes e que a sequência tem um "impacto mental" na equipe, mas reforça a capacidade do Botafogo em brigar pelo título do Brasileirão.
"Sejamos realistas, nas últimas seis jornadas, não conseguimos vencer as últimas três, sabendo que tem mais três pela frente. E isso tem impacto, o fato de não ganhar permite que os adversários encurtem a distância. Mas isso não abala e não faz com que estejamos desesperados em campo. As duas expulsões que tivemos em campo, a terceira (de Luiz Henrique) foi fora de campo, foram diretamente ligadas ao jogo. Mas o fato de, nos últimos nove pontos, fazermos três tem impacto. É difícil para quem luta por títulos aceitar isso. Nós precisamos perceber que dependemos de nós próprios. Não fiquei satisfeito, obviamente. Mas tenho que ver o lado positivo", avaliou Artur Jorge.
Na próxima terça (26), Palmeiras e Botafogo se enfrentam pela 36ª rodada do Brasileirão, no Allianz Parque, em São Paulo. Será a última partida do Glorioso antes da final da Libertadores. No sábado (30), o Glorioso enfrenta o Atlético no Estádio Monumental de Nuñez, em Buenos Aires, na Argentina.
Confira, abaixo, outras respostas do técnico Artur Jorge, do Botafogo:
Avaliação da partida
"Nos custa muito fazer mais um jogo deste e não ter uma vitória. O que fica é o resultado final, não há muito mais do que falar. Sentimos como peso maior o fato de tentarmos, procurarmos e não conseguirmos ganhar. É uma realidade que precisamos conviver. A essa altura, estamos com os mesmos pontos do nosso rival. Iremos para o jogo da próxima jornada como uma final. Esse é o espírito que temos que olhar para frente porque não há nada mais que possamos fazer para trás."
Sequência de empates na Série A
"São três jogos que não conseguimos vencer, com mais de 70% de posse de bola, com mais de 80 arremates no total. Claramente, dominadores. Mas é frustrante enquanto equipe. Não conseguimos materializar. Fizemos um gol. E isso tem impacto na parte emocional dos atletas, também. Porque não vão acontecendo as coisas, vai aumentando a ansiedade, com a dificuldade que nós próprios criamos dentro do jogo."
Postura defensiva dos adversários
"Trabalhamos com seis jogadores na frente. Tentamos de todas as formas. Terminamos com quatro na defesa e seis homens na frente. Isso seria teoricamente o suficiente para passar uma linha de cinco, mas a verdade é que é uma linha de oito, nove, às vezes. E temos tido essa dificuldade, que não pode ser medida pela linha defensiva deles. Essas equipe já jogaram assim contra nós e conseguimos fazer gol. Nesses 35 jogos, tivemos cinco partidas que não fizemos gol. É difícil dar uma resposta que deixem vocês convencidos o porquê que nós não fizemos gol contra o Atlético, que jogou com uma linha de cinco atrás, ou o Cuiabá ou o Vitória, que fizeram isso. É o desafio de sermos melhores, de furar essa equipe que se proponha a jogar assim. Não conseguimos ganhar. Como fizemos ou não fizemos, fica a responsabilidade para mim."
Opção por Tchê Tchê entre os titulares
"Não faça isso, escolha outra pergunta. Essa não é a melhor. É a mesma questão da opção. Está me fazendo essa pergunta por qual motivo? Escalei o Tchê Tchê porque quis. Não quero ser grosseiro, mas essa é uma questão difícil de aceitar. Por qual motivo jogou o Tchê Tchê: Porque o treinador quis. Ele é o jogador mais preparado para seguir o plano de jogo. Não vamos apontar individualidades. Quem jogou deu tudo o que tinha. Eu falei isso no intervalo: façam o seu melhor. É o que exijo sempre. Temos a obrigação de dar o melhor sempre. Agora, questionar quem poderia jogar é mais fácil. Entrou quem eu achei que tinha de entrar. Não estou arrependido e tampouco insatisfeito com o rendimento de quem entrou em campo."
Chefe de reportagem e ex-correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Apaixonado por esportes, pela arquibancada e contra torcida única.



