Ex-jogador do Palmeiras passa por cirurgia no cérebro; entenda

Atualmente no RB Bragantino, está em recuperação após procedimento bem sucedido

Vanderlan se transferiu do Palmeiras para o Bragantino em 2025

O lateral-esquerdo Vanderlan, que trocou o Palmeiras pelo RB Bragantino no ano passado, foi submetido a um procedimento neurocirúrgico nesta terça-feira (20). A cirurgia aconteceu no hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo, para o tratamento de MAV Cerebral (Malformação Arteriovenosa).

No final de 2025, o atleta apresentou um quadro infeccioso acompanhado de sintoma de cefaleia.

Durante a investigação do quadro, em um dos exames de imagem realizados, foi identificada uma alteração que necessitou de investigações mais detalhadas. O atleta foi encaminhado para acompanhamento com neurocirurgião, que orientou exames adicionais para definição do diagnóstico.

Após as avaliações com vários especialistas e exames complementares, foi diagnosticada a Malformação Arteriovenosa Cerebral. Diante desse cenário, em consultas e conversas com especialistas neurocirurgiões, foi indicado o procedimento cirúrgico para correção e cura da Malformação Arteriovenosa Cerebral.

Clube, atleta e familiares optaram pela realização da cirurgia, que foi realizada pelo Dr. Feres Chaddad, referência em MAV na América Latina.

O procedimento foi bem sucedido. Vanderlan passa bem e inicia em breve o período de recuperação, para retorno à prática esportiva nos próximos meses. O RB Bragantino manifestou todo o apoio ao atleta e desejou uma recuperação completa e segura.

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Entenda o que aconteceu com Vanderlan

A malformação arteriovenosa cerebral, ou MAV, é uma alteração congênita nos vasos sanguíneos do cérebro, ou seja, a pessoa já nasce com ela. Normalmente, o sangue sai das artérias, passa por vasos bem pequenos (capilares) e só depois chega às veias. Esses capilares funcionam como um “freio”, controlando a pressão do sangue.

Na MAV, esse “freio” não existe. As artérias se ligam diretamente às veias, fazendo com que o sangue passe muito rápido e sob alta pressão. Com o tempo, isso pode deixar os vasos frágeis, aumentando o risco de rompimento e sangramento no cérebro.

O tratamento varia conforme cada pessoa, levando em conta fatores como idade, sintomas, tamanho e localização da MAV, além da presença ou não de sangramento prévio.

Em alguns casos, apenas o acompanhamento médico regular é suficiente. Em outros, pode ser indicada a cirurgia para retirada da malformação, a embolização (um procedimento feito por dentro dos vasos para bloquear o fluxo anormal) ou a radiocirurgia, que utiliza radiação precisa para fechar a MAV ao longo do tempo. Muitas vezes, essas abordagens são combinadas para maior segurança. A escolha do tratamento deve sempre ser individualizada e decidida por uma equipe especializada, buscando o melhor equilíbrio entre eficácia e risco para o paciente.

A MAV é uma doença pouco frequente e de tratamento complexo. O acompanhamento e resolução dependem de neurocirurgiões muito especializados e de grandes centros de referência.

Rafael Oliva é formado em Jornalismo pela PUC-SP, pós-graduando em Marketing e Mídias Digitais pela FGV e produtor audiovisual. Passou por Lance! e Câmara Municipal de São Paulo. Já cobriu o dia a dia de Santos, Palmeiras e diversos eventos esportivos na cidade de São Paulo. Na Itatiaia, cobre Palmeiras, São Paulo e outros esportes na capital paulista.

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