O lateral-esquerdo Vanderlan, que trocou o
No final de 2025, o atleta apresentou um quadro infeccioso acompanhado de sintoma de cefaleia.
Durante a investigação do quadro, em um dos exames de imagem realizados, foi identificada uma alteração que necessitou de investigações mais detalhadas. O atleta foi encaminhado para acompanhamento com neurocirurgião, que orientou exames adicionais para definição do diagnóstico.
Após as avaliações com vários especialistas e exames complementares, foi diagnosticada a Malformação Arteriovenosa Cerebral. Diante desse cenário, em consultas e conversas com especialistas neurocirurgiões, foi indicado o procedimento cirúrgico para correção e cura da Malformação Arteriovenosa Cerebral.
Clube, atleta e familiares optaram pela realização da cirurgia, que foi realizada pelo Dr. Feres Chaddad, referência em MAV na América Latina.
O procedimento foi bem sucedido. Vanderlan passa bem e inicia em breve o período de recuperação, para retorno à prática esportiva nos próximos meses. O RB Bragantino manifestou todo o apoio ao atleta e desejou uma recuperação completa e segura.
Entenda o que aconteceu com Vanderlan
A malformação arteriovenosa cerebral, ou MAV, é uma alteração congênita nos vasos sanguíneos do cérebro, ou seja, a pessoa já nasce com ela. Normalmente, o sangue sai das artérias, passa por vasos bem pequenos (capilares) e só depois chega às veias. Esses capilares funcionam como um “freio”, controlando a pressão do sangue.
Na MAV, esse “freio” não existe. As artérias se ligam diretamente às veias, fazendo com que o sangue passe muito rápido e sob alta pressão. Com o tempo, isso pode deixar os vasos frágeis, aumentando o risco de rompimento e sangramento no cérebro.
O tratamento varia conforme cada pessoa, levando em conta fatores como idade, sintomas, tamanho e localização da MAV, além da presença ou não de sangramento prévio.
Em alguns casos, apenas o acompanhamento médico regular é suficiente. Em outros, pode ser indicada a cirurgia para retirada da malformação, a embolização (um procedimento feito por dentro dos vasos para bloquear o fluxo anormal) ou a radiocirurgia, que utiliza radiação precisa para fechar a MAV ao longo do tempo. Muitas vezes, essas abordagens são combinadas para maior segurança. A escolha do tratamento deve sempre ser individualizada e decidida por uma equipe especializada, buscando o melhor equilíbrio entre eficácia e risco para o paciente.
A MAV é uma doença pouco frequente e de tratamento complexo. O acompanhamento e resolução dependem de neurocirurgiões muito especializados e de grandes centros de referência.