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Vaiado e xingado, Mancini diz que entende torcedor do Ceará: 'Estão machucados'

Derrota para o Bahia por 2 a 1 no Castelão, na noite desta quarta-feira (6), irritou torcida; foi o quinto confronto seguido sem vitória do Vozão, mal posicionado na Copa do Nordeste

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Vagner Mancini em entrevista coletiva após derrota do Ceará para o Bahia • Marcel Rizzo/Itatiaia

Os torcedores do Ceará não pouparam o técnico Vágner Mancini após a derrota de 2 a 1 para o Bahia na noite desta quarta-feira (6), na Arena Castelão, na capital cearense. O resultado deixou o Vozão na sétima, e penúltima, posição do Grupo A da Copa do Nordeste, com seis pontos. Somente os quatro primeiros avançam para as quartas de final e faltam três rodadas.

Ao final do jogo, Mancini foi vaiado e xingado. Para ele, algo normal pela situação. Apesar de ter sido a primeira derrota do Ceará em 2024, o time não ganha há cinco partidas e nas últimas três saiu na frente e não conseguiu sustentar a vitória.

"O torcedor fica resguardado em um momento como esse. É natural que o torcedor comece a cobrar, entendo as manifestações, mas é continuar trabalhando", disse Mancini.

"O Ceará vive um momento tumultuado, e é de coisas que aconteceram lá atrás. O torcedor está machucado, e eu entendo o torcedor do Ceará, eu joguei no Ceará, fui campeão aqui. É um desabafo dos torcedores, ele quer sair na rua e colocar a camisa do Ceará", completou o treinador.

Ele frisou que o time voltou a perder gols, como contra o Fortaleza, no 3 a 3 do Cearense, e como frente ao ABC, pelo Nordestão, que o time cedeu o empate após estar vencendo por 2 a 0. Nesta quarta, Facundo Castro e Guilherme Castilho perderam gols feitos.

"É o décimo jogo do Ceará no ano, não é um time pronto. Os jogadores não são máquinas, mas claro que temos ajustes a fazer. O problema é não ter tempo. Já jogamos sábado, não tem como eu parar, pegar o jogador, explicar o que é certo ali na finalização, errado. Mas vamos trabalhar", disse Mancini.

O Ceará joga no próximo sábado (9) a ida da semifinal do Campeonato Cearense. O jogo contra o Ferroviário será no estádio Presidente Vargas, em Fortaleza, às 16h40 (de Brasília). Pela Copa do Nordeste o time volta a campo, pela sexta rodada, em 20 de março no Clássico-Rei contra o Fortaleza, às 21h30 (de Brasília), no Castelão.

O jogo

O técnico Rogério Ceni escalou o Bahia com três zagueiros, Kanu, Cuesta e Rezende, este pela esquerda. O volante Jean Lucas fazia a ala canhota. Não deu muito certo no começo, e o Ceará colocou pressão.

Com nove minutos, Erick Pulga dominou na intermediária, enfileirou três adversários e chutou no canto esquerdo de Marcos Felipe. Golaço para abrir o placar.

O gol fez o Vozão recuar, e o Tricolor crescer. Com mais posse de bola, como gosta os times de Ceni, o Bahia rodava, mas sem muita efetividade. Até a bola sobrar para Everaldo em um bate e rebate na área, e ele concluir no cantinho de Richard. A bola bateu na bochecha da rede.

O Ceará teve boas chances no segundo tempo, Facundo Castro, um dos uruguaios contratados para a temporada, perdeu um gol incrível, após passe milimétrico de Erick Pulga. Lucas Mugni, que entrou no segundo tempo após se recuperar de lesão muscular, arriscou um bom chute e quase marcou.

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Formado em jornalismo pela PUC-Campinas em 2000, trabalhou como repórter e editor no Diário Lance, como repórter no GE.com, Jornal da Tarde (Estadão), Portal IG, como repórter e colunista (Painel FC) na Folha de S. Paulo e manteve uma coluna no portal UOL. Cobriu in loco três Copas do Mundo, quatro Copas América, uma Olimpíada, Pan-Americano, Copa das Confederações, Mundial de Clubes, Eliminatórias e finais de diversos campeonatos.

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