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Mancini explica 'apagão' no clássico: 'Ceará foi mais prejudicado por expulsões'

Vozão abriu 2 a 0 no primeiro tempo contra o Fortaleza, mas levou a virada em 12 minutos na etapa final; empate chegou de pênalti, nos acréscimos

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Guilherme Castilho, meia  • Felipe Santos/Ceará SC

Abrir 2 a 0 em um clássico no primeiro tempo, contra um time que está uma divisão acima da sua no Brasileirão, é empolgante, mas para o Ceará e para o técnico Vagner Mancini se tornou desespero quando, em 12 minutos no segundo tempo, o Fortaleza fez três gols e virou o jogo na Arena Castelão, na tarde deste sábado (17). O Vozão ainda empatou de pênalti, nos acréscimos, pelo Estadual.

Para o treinador do Ceará, o time foi mais prejudicado do que o rival após as duas expulsões que ocorreram no finalzinho do primeiro tempo, dos zagueiros Britez, do Fortaleza, e Matheus Felipe, do Vozão, que havia feito o primeiro gol da partida, de cabeça, aproveitando um escanteio.

"Nessas expulsões, nós fomos mais prejudicados e acho que explica, em parte, a dificuldade que tivemos no segundo tempo após abrir 2 a 0. Primeiro que o Matheus fazia sua melhor partida com a gente, era um dos melhores em campo. E segundo porque eu precisei fazer uma troca, colocar um zagueiro, e o Vojvoda não, porque já tinha em campo quem deslocar para a zaga", disse Mancini.

Lucas Ribeiro, no intervalo, substituiu o atacante Aylon, que havia marcado o segundo gol do Vozão. Para Mancini, a sequência de gols, em 12 minutos, afetou a parte mental de sua equipe, que também sofria mais do que o rival com o físico.

"Demoramos para organizar nossa segunda linha de marcação no segundo tempo, e acho que isso fez o time correr muito, em alguns momentos errado, e veio a sequência de gols, que prejudicou", disse Mancini.

De qualquer forma ele exaltou a reação no fim, um gol de pênalti marcado por Saulo Mineiro. E ressaltou que seu time está sendo montado quase do zero, com 14 contratações feitas para a temporada, e que enfrentou um time com um treinador há quase três anos no clube.

"Nosso principal teste no ano, com respeito aos outros adversário. E acho que passamos. Enfrentamos um time que tem uma base sólida há tempos, e tivemos ótimos momentos. E foi só nosso oitavo jogo no ano", disse o treinador. O Ceará está invicto na temporada, com quatro vitórias e quatro empates.

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Formado em jornalismo pela PUC-Campinas em 2000, trabalhou como repórter e editor no Diário Lance, como repórter no GE.com, Jornal da Tarde (Estadão), Portal IG, como repórter e colunista (Painel FC) na Folha de S. Paulo e manteve uma coluna no portal UOL. Cobriu in loco três Copas do Mundo, quatro Copas América, uma Olimpíada, Pan-Americano, Copa das Confederações, Mundial de Clubes, Eliminatórias e finais de diversos campeonatos.

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