Fortaleza e Ceará começam a decidir Estadual com equilíbrio nos números
Leão tem um título a mais, 46 a 45, e busca inédito hexacampeonato; Vozão leva pequena vantagem em confrontos diretos pela taça

Fortaleza e Ceará se enfrentarão pela 34ª vez em um jogo que vale a taça do Campeonato Cearense, entre finais ou partidas entre os clubes que definiram o campeão estadual. O primeiro confronto pela taça de 2024 será neste sábado (30), às 16h40 (de Brasília), na Arena Castelão, na capital cearense. O segundo será em 6 de abril.
O Ceará tem pequena vantagem nesses encontros diretos pelo título do Cearense: 17 a 16. A última vez com triunfo do Vozão foi em 2018, com duas vitórias por 2 a 1.
De 2019 para frente, o Fortaleza ganhou os cinco campeonatos, quatro deles sobre o Ceará (e um sobre o Caucaia), o que fez o Leão passar o Vozão no número total de títulos estaduais, 46 a 45.
Se o Fortaleza vencer em 2024, conquistará um inédito hexacampeonato. Nunca um clube conquistou o Cearense por seis vezes seguidas na história da competição.
Veja todos os campeões do Cearense:
- Fortaleza: 46 vezes
- Ceará: 45
- Ferroviário: 9
- Maguari: 4
- América-CE: 2
- Icasa- 1
- Tiradentes - 1
- Orion - 1
- Tramways - 1
- Calouros do Ar - 1
- Gentilândia - 1
Encontros decisivos poderiam ser mais
Em 1992, quatro equipes dividiram o título: Ceará, Fortaleza, Icasa e Tiradentes. A final inicialmente seria Fortaleza x Ceará, mas o Tiradentes conseguiu na Justiça desportiva ganhar o primeiro turno, alegando que o Leão havia escalado um jogador irregular.
Pelo regulamento, isso obrigaria a ter um quadrangular final, com Fortaleza, Ceará, Tiradentes e Icasa, e não uma final direta entre os grandes da capital. Com a recusa de Leão e Vozão em jogar, a Federação Cearense de Futebol (FCF) decidiu por dividir a taça entre os quatro clubes.
Já em 2004, nova confusão impediu uma final entre Fortaleza e Ceará. Um atraso no calendário fez o Leão se recusar a jogar a decisão nas datas marcadas pela federação, alegando que não cumpriria regulamento mínimo de 48 horas de descanso para os jogadores.
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Formado em jornalismo pela PUC-Campinas em 2000, trabalhou como repórter e editor no Diário Lance, como repórter no GE.com, Jornal da Tarde (Estadão), Portal IG, como repórter e colunista (Painel FC) na Folha de S. Paulo e manteve uma coluna no portal UOL. Cobriu in loco três Copas do Mundo, quatro Copas América, uma Olimpíada, Pan-Americano, Copa das Confederações, Mundial de Clubes, Eliminatórias e finais de diversos campeonatos.



