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Ex-Atlético e Corinthians, Coelho relembra treta com Kerlon e fase artilheira em Minas

Aos 41 anos, o ex lateral-direito defendeu o Atlético

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Coelho defendeu o Atlético entre 2007 e 2010, em três passagens distintas • Bruno Cantini/Atlético

O Atlético volta a campo neste domingo (14) e, a partir das 16h (de Brasília), estreia no Campeonato Brasileiro. Contra o Corinthians, o time comandado pelo técnico Gabriel Milito inicia a caminhada em busca do tetra na competição mais importante do país. Ex-lateral dos dois clubes, Dyego Coelho estará ligado no confronto marcado para a Neo Química Arena.



Aos 41 anos, o hoje treinador foi entrevistado pela Itatiaia nesta semana. Durante o bate-bapo, ele relembrou um fato que marcou uma das três passagens pelo Alvinegro de Minas Gerais. Em setembro de 2007, Galo e Cruzeiro se enfrentaram pelo Campeonato Brasileiro, com vitória da Raposa por 4 a 3. Durante o clássico, Coelho perdeu o controle e fez falta dura em Kerlon, ali, atacante do time celeste.

Conhecido pelas embaixadinhas de cabeça, o jogador cruzeirense aproveitou o resultado para colocá-las em prática. Rumo ao gol atleticano, ele foi parado de forma temerária pelo camisa 2. O lance gerou bastante confusão no gramado do Mineirão.

"Em BH é só isso, são fanáticos, saem da casinha. Foi instinto. Sempre nos clássicos, esse lance vem à tona, recebo mensagens, são fanáticos. A história do jogo foi maravilhosa, pena que nós perdemos. Mas o respeito foi implantado daquela maneira", disse Coelho.

"Nunca conversei com o Kerlon. Naquele dia, o jogo estava 2 a 0 para o Cruzeiro e o Galo vira. Eu vou bater um lateral e ele vai entrar. Falei para ele não colocar a bola na cabeça por que 'ia dar merda'. Ele disse que não ia fazer, pelo respeito. Passou três minutos, saí da minha posição e falei 'sai que ele é meu'. E aí ele coloca a bola na cabeça, passa, sou expulso. Não me arrependo, hoje não sei se faria, mas me arrepender? Não. Passo no escanteio e a torcida grita que sou o terror. Depois daquele dia, fiquei dois anos sem pagar gasolina e restaurante, os atleticanos são doidos, se entregam ao Galo. Acho um barato", foi além.

Fase artilheira

O ex-jogador, e hoje treinador, concluiu um período trabalhando no Portimonense, de Portugal, e retornou ao Brasil em busca de novas oportunidades como comandante técnico profissional. Como atleta, defendeu o Atlético em 191 jogos, com 13 gols marcados.

Perguntado se este foi o maior 'período artilheiro' da carreira, Dyego não pensou duas vezes para dar a resposta. Segundo ele, a passagem pelo Galo foi a que mais rendeu bolas na rede.

"Eu acho que foi minha maior fase artilheira da carreira. Eu tinha uma confiança no Levir (Culpi), meu primeiro treinador. Foi a primeira vez que um treinador perguntou como estava minha família, se estava tudo bem. Ele não queria saber do atleta, queria saber do ser humano. Eu fui muito bem recebido, não à toa estou sempre em BH, minha família mora lá. Situação de muita liberdade, aprendi muita coisa no Atlético, com as pessoas que trabalhavam ali. Foi das melhores coisas que fiz na carreira, simplesmente maravilhoso", pontuou.

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Henrique André é repórter multimídia e setorista do Atlético na Itatiaia. Acumula passagens por Uol Esporte, Jornal Hoje em Dia e outros veículos. Participou da cobertura de grandes eventos, como Copas do Mundo (2014-18), Olimpíada (2016-2021) e Mundial de Clubes (2025).

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Jornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Responsável por acompanhar o dia a dia de Corinthians e Santos pela Itatiaia Esporte. Passagem também como repórter do portal Meu Timão

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