Senegal recorrerá de decisão que deu título da Copa Africana para Marrocos
Confederação Senegalesa interpretou como "injusta" a "canetada" que decidiu a favor dos adversários

Após ser "rebaixada" a vice-campeã no tribunal, a Seleção de Senegal recorrerá da decisão da Confederação Africana de Futebol (CAF), que deu o título da Copa Africana de Nações de 2025 para Marrocos. Em surpreendente atitude, o órgão máximo do futebol africano aceitou a apelação dos marroquinos nessa terça-feira (17), e interpretou como WO o abandono dos senegaleses nos minutos finais da final.
Nesse sentido, por meio de comunicado oficial, a Federação Senegalesa de Futebol afirmou que foi uma "decisão injusta". Na nota, a entidade ressalta que o texto do Conselho de Apelação foi sem precedentes e inaceitável.
Entenda a decisão
Em nota divulgada, a CAF informou que o Conselho de Apelação da entidade decidiu que Senegal perdeu a final por WO após ter abandonado a partida nos minutos finais, quando o árbitro marcou um um pênalti para Marrocos.
O recurso foi apresentado pela Federação Marroquina. Sendo assim, o resultado deixa de ser 1 a 0 para Senegal - pois Marrocos perdeu o pênalti em questão -, e passa a ser 3 a 0 para os marroquinos, agora campeões africanos.
Veja a nota da Federação Senegalesa
A Federação Senegalesa de Futebol (FSF) tomou conhecimento hoje da notificação da decisão proferida em 17 de março de 2026 pelo Júri de Apelação da Confederação Africana de Futebol (CAF), no âmbito do caso DC23316. Esse processo decorre da reclamação apresentada durante a partida nº 52 da Copa Africana de Nações (CAN) TotalEnergies, Marrocos 2025, que colocou Senegal e Marrocos frente a frente.
Por essa decisão, o Júri de Apelação da CAF considerou o recurso da Federação Real Marroquina de Futebol (FRMF) admissível e o acatou. Com isso, a instância anulou a decisão anteriormente proferida pelo Júri Disciplinar da CAF, sob o argumento de que o direito de ser ouvido da parte recorrente não teria sido respeitado no processo em primeira instância.
O Júri de Apelação também entendeu que o comportamento da equipe do Senegal se enquadrava nos artigos 82 e 84 do Regulamento da Copa Africana de Nações. Como consequência, a CAF declarou que a FSF infringiu o artigo 82 e determinou a perda da partida por forfait (W.O.) para o Senegal, com o placar registrado em 3 a 0 a favor da FRMF, em aplicação do artigo 84.
A Federação Senegalesa de Futebol denuncia uma decisão iníqua, sem precedentes e inaceitável, que lança descrédito sobre o futebol africano.
Para defender seus direitos e os interesses do futebol senegalês, a Federação iniciará, o mais rapidamente possível, um procedimento de recurso junto ao Tribunal Arbitral do Esporte (TAS), em Lausanne.
A FSF reafirma seu compromisso inabalável com os valores de integridade e justiça esportiva e manterá o público informado sobre os desdobramentos desse caso.
Polêmicas, confusão e golaço na final
Os senegaleses saíram de campo após o árbitro marcar um pênalti para Marrocos, na reta final do tempo normal. Porém, Sadio Mané chamou os jogadores de volta e a partida recomeçou.
Na cobrança, Brahim Díaz tentou uma cavadinha e deu a bola nas mãos do goleiro Mendy. No começo do tempo extra, veio o gol da vitória senegalesa. Gueye avançou pela meia, chegou próximo à área e soltou uma bomba no ângulo de Bono.
O gol de Gueye, até então, havia sido o título de Senegal. Houve ainda muita confusão pós-jogo entre torcedores e membros das duas seleções.
Igor Varejano é jornalista formado pela UFOP. Tem experiência em esportes e cidades no rádio e em portais. Colaborou com Agência Primaz, Jornal Geraes e Rádio Real. Atualmente é repórter do Itatiaia Esporte.
Alecsander Heinrick é formado em Comunicação Social - Jornalismo pela PUC Minas e tem experiências em agências de comunicação e redação. Teve passagens por Esporte News Mundo, EstrelaBet, Jornal Hoje em Dia, Trivela e Jornal O Tempo. Apaixonado por todos os tipos de esportes, em especial futebol, futebol americano e basquete, além de séries e filmes.

