Presidente da Fifa anuncia 'novo Mundial': 'Fazer o futebol crescer'
Informação foi confirmada por Gianni Infantino durante visita na República Dominicana

Gianni Infantino, presidente da Fifa, anunciou a criação de um 'novo Mundial'. A entidade máxima do futebol realizará um Mundial Sub-15 e, segundo o executivo, todas as 211 federações filiadas à organização poderão participar.
O anúncio foi feito durante uma reunião realizada na República Dominicana, nesse domingo (23). A primeira edição da Copa Juvenil será realizada de 22 a 31 de outubro de 2026, no Azerbaijão.
"Queremos fazer o futebol crescer em cada um dos nossos 211 países no mundo. Alguns, infelizmente, não precisam e não querem que outros cresçam, mas precisamos diminuir essa diferença entre os grandes países e todos os outros", afirmou.
Infantino projetou uma competição que pode alcançar até quatro mil jovens jogadores. O torneio seria diferente de qualquer outro chancelado pela Fifa.
"Acredito que, seja na África, na Ásia ou no Caribe, todos reconhecem, aceitam e respeitam o trabalho transformador que temos realizado em conjunto ao longo dos últimos dez anos. Transformamos a FIFA e a tornamos o que ela é hoje; e é importante lembrarmos sempre — e reforço isso novamente hoje aos membros da CFU — que estamos aqui com uma única missão: desenvolver o futebol em todos os cantos do mundo", completou.
Defendido por lenda do futebol
Gianni Infantino vive um momento de muita pressão no comando da Fifa. O desenrolar dos fatos foi iniciado pouco após a final da Copa do Mundo deste ano, com a proposta do presidente Gianni Infantino para vender ativos comerciais da entidade.
Samuel Eto'o, um dos grandes astros da história do futebol africano, defendeu Infantino. O ex-jogador e atual presidente da Federação Camaronesa de Futebol (FECAFOOT), afirmou que o mandatário 'não fez nada de errado'.
"Não acho que o presidente Gianni Infantino tenha feito algo de errado. Acredito que o momento em que tudo isso acontece se deve à eleição que se aproxima, na qual Gianni Infantino é candidato. Tudo isso ocorreu por causa da eleição; é só isso", disse em entrevista à CNN estadunidense.
O 'xadrez' do poder
A Uefa lidera as confederações que pressionam o presidente da Fifa. Publicamente, a Concacaf (América do Norte) e Confederação Asiática também se posicionaram contra o presidente.
A Conmebol (América do Sul) e a CAF (África) apoiaram Infantino publicamente. O presidente também conta com alguns países árabes como Catar e Arábia Saudita também apoiam o mandatário da Fifa.
O mandato de Infantino, que está no poder desde 2016, vai até março. O Conselho da Fifa pode convocar uma reunião de emergência para discutir a saída do presidente.
Para isso ocorrer, 19 dos 37 integrantes precisam solicitar a reunião. O órgão conta com nove representantes da Uefa, sete da AFC, seis da Confederação Africana de Futebol (CAF), cinco da Concacaf, cinco da Conmebol e três da Oceania.
Leonardo Parrela é chefe de reportagem do portal Itatiaia Esporte. É formado em Jornalismo pela PUC Minas. Antes da Itatiaia, colaborou com ge.globo, UOL Esporte e Hoje Em Dia. Tem experiência em diversas coberturas como Copa do Mundo, Olimpíada e grandes eventos.



