Justiça da Argentina inicia julgamento de equipe médica acusada por morte de Maradona
Sete réus são acusados de homicídio simples com dolo eventual, crime que prevê penas de oito a 25 anos de prisão

A Justiça da Argentina iniciou, nesta terça-feira (11), o julgamento dos sete membros da equipe médica acusada pela morte de Maradona. Os profissionais de saúde foram indiciados pelo crime de homicídio simples com dolo eventual, que prevê penas de oito a 25 anos de prisão.
Em resumo, os réus são acusados de saberem da possibilidade da morte da vítima por suas ações, mesmo sem querer provocá-la. São acusados: a psiquiatra Agustina Cosachov; o neurocirurgião Leopoldo Luque; o psicólogo Carlos Ángel Díaz; a médica Nancy Edith Forlini; o enfermeiro Ricardo Almirón; o enfermeiro-chefe Mariano Ariel Perroni e o médico Pedro Pablo Di Spagna.
Entenda o caso
Diego Armando Maradona faleceu 25 de novembro de 2020, aos 60 anos. O ídolo argentino sofreu insuficiência cardíaca após passar por uma cirurgia cerebral dias antes.
Depois da morte, o Departamento de Justiça de San Isidro, cidade localizada na região metropolitana de Buenos Aires, passou a investigar o caso.
De acordo com a TN, afiliada da CNN na Argentina, os filhos do ex-jogador chegaram a dizer que "“as pessoas que deveriam cuidar do pai (equipe médica e psicólogos) o mataram”.
A previsão é de que o julgamento se estenda até julho. As audiências serão realizadas três vezes por semana. Até o momento, 192 testemunhas são esperadas para depor.
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