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Zidane é apresentado como treinador da França: 'Passei anos esperando por esse dia'

Lenda do futebol francês substituirá Didier Deschamps, que deixou o cargo após 14 anos em 2026

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Philippe Diallo, presidente da Federação Francesa de Futebol e Zinedine Zidane
Philippe Diallo, presidente da Federação Francesa de Futebol e Zinedine Zidane • Divulgação/Federação Francesa de Futebol

Zinedine Zidane foi apresentado oficialmente como novo treinador da França. O lendário ex-jogador, também multicampeão como treinador no Real Madrid, substituirá Didier Deschamps, que treinou a Seleção Francesa por 14 anos. Em entrevista nesta terça-feira (28), ‘Zizou’ abriu o jogo sobre os objetivos, respondeu sobre Kylian Mbappé e a “pedra no sapato” Espanha.

“É uma alegria imensa. Estou feliz com o que está acontecendo comigo hoje, não tenho outra palavra para descrever. Estou emocionado, com uma avalanche de emoções. Estou pronto para encarar o desafio”, iniciou Zidane. 

Questionado se esse era o seu grande momento como treinador, Zidane admitiu que sim. 

“Sim, era isso que eu queria fazer. Eu fazia parte da seleção francesa sub-15. Em 1998, foi a melhor coisa que me aconteceu, com meus companheiros de equipe de 1998, graças ao Aimé (Jacquet, então técnico da seleção) . Passei esses quatro ou cinco anos esperando por esse dia. Estou emocionado, muito animado, é algo muito forte para mim, estou feliz”, disse. 

Estilo de jogo, Mbappe e Espanha

Zidane foi perguntado sobre como ele pretende impor o estilo de jogo. A Seleção Francesa esteve desde 2012 sob o comando do mesmo treinador. Diante desse cenário, Zizou não pregou uma mudança completa, mas afirmou que todos verão como seu time jogará em breve. 

“Vocês verão o estilo em breve. Teremos tempo para pensar em tudo isso. Sou movido pelo jogo. Eu era um camisa 10, o que me motiva é marcar gols, mas é claro que precisa haver equilíbrio. Vivi na Espanha por 25 anos, vocês sabem o que isso significa. Em campo, eu era um líder e serei um líder por causa do que conquistei. Não consigo explicar em poucas palavras. Temos jogadores extraordinários. Isso não é pouca coisa. Preciso voltar à realidade, preciso explicar meu plano de jogo para eles, e caberá a mim continuar vencendo. "DD" (Didier Deschamps) fez grandes coisas, e eu vou tentar continuar fazendo o mesmo”, disse. 

O time da França é recheado de craques. Contudo, o maior deles é Kylian Mbappe, que foi o último capitão da ‘Era Deschamps’. Um jornalista perguntou se essa realidade seguirá com Zidane no comando. 

“Ainda não conversamos com o Kylian; estou deixando-o descansar. Teremos tempo para conversar mais tarde”, disse. 

A Espanha é a grande “pedra no sapato” dessa geração francesa. Após três derrotas em três semifinais seguidas, existe uma rivalidade instaurada. Diante disso, Zidane admitiu que os jogos contra os atuais campeões do mundo serão difíceis, mas pregou foco no processo. 

“A Espanha é uma equipe difícil. Serão quatro jogos em setembro. Quase três semanas com os jogadores. Primeiro objetivo: Turquia, na Turquia. Temos que manter os torcedores sonhando: a seleção francesa inspira sonhos; inspira sonhos quando vence, e vou tentar de tudo para seguir o mesmo caminho”, finalizou Zidane.

 

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Igor Varejano é jornalista formado pela UFOP. Tem experiência em esportes e cidades no rádio e em portais. Colaborou com Agência Primaz, Jornal Geraes e Rádio Real. Atualmente é repórter do Itatiaia Esporte.

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