Presidente do Borussia Dortmund anuncia consulta a sócios sobre patrocínio polêmico
Em maio deste ano, equipe alemã fechou acordo com fabricante de armas, mas negócio foi alvo de duras críticas por parte de torcedores

Durante a assembleia geral do Borussia Dortmund, 556 participantes se pronunciaram contra o acordo, 247 a favor e 52 se abstiveram. O resultado, entretanto, não tem poder efetivo de decisão para uma eventual mudança, mas Watzke destacou que poderá levar em conta "um sinal claro" vindo das arquibancadas.
O contrato foi anunciado pouco antes da final da Champions League 2023/24, quando o Borussia perdeu por 2 a 0 para o Real Madrid no estádio Wembley, em Londres. O vínculo tem validade de três anos, e embora os valores não tenham sido revelados, estima-se cerca de 19 milhões de dólares (R$ 99 milhões, em cotação da época) pela parceria.
O anúncio foi duramente criticado, inclusive com faixas nas arquibancadas do Westfalenstadion. Dizeres como "Nossos valores esmagados por tanques"; e "A grana primeiro, os valores depois" foram expostos no primeiro jogo em casa após a confirmação do contrato. A fabricante de armas se tornou um dos grupos de ponta da Alemanha muito por conta do conflito entre Russia e Ucrânia, que aumentou a demanda para compra de armamentos diversos.
Com sede em Düsseldorf, perto de Dortmund, o grupo entrou em 2023 no seleto clube das 40 empresas do Dax, o índice de referência da bolsa de Frankfurt, algo inédito para uma empresa fabricante de armas na Alemanha.
*Com agências
Jornalista formado na PUC Minas. Experiência com reportagens, apresentação e edição de texto em televisão, rádio e web. Vivência em editorias de Cidades e Esportes.



