Partiu Copa de 2030? Saiba quanto custa uma viagem para acompanhar o próximo Mundial
Especialista analisa valor médio de jornada de 10 a 12 dias para torcer pela Seleção Brasileira

A Copa do Mundo de 2026 está na reta final e acaba no domingo (19), mas a preparação da torcida para o Mundial de 2030 já começa agora. Especialista em finanças, André Charone afirma que a viagem de 10 a 12 dias para acompanhar o Brasil pode custar cerca de R$ 35 mil por pessoa.
A Copa de 2030 será sediada em Espanha, Portugal e Marrocos. Apesar disso, haverá uma partida comemorativa do centenário do Mundial em Argentina, Paraguai e Uruguai.
Com jogos espalhados pelo globo, o custo da viagem sobe para os torcedores que buscam assistir aos jogos da Seleção Brasileira de perto.
Quanto a viagem pode custar?
Os preços oficiais dos ingressos para os duelos em 2030 ainda não foram divulgados, mas, com base nos custos atuais, a expectativa de preço para uma viagem de 10 a 12 dias pode custar entre R$ 25 mil e R$ 50 mil por pessoa.
O valor considera passagens aéreas, hospedagem, alimentação, ingressos, transporte, seguro-viagem e despesas extras.
Para viagem sem grandes luxos, mas com margem para variação cambial e aumentos de preços, a recomendação é estabelecer cerca de R$ 35 mil por pessoa.
A estimativa intermediária é:
- Passagens internacionais: R$ 6 mil a R$ 8 mil
- Hospedagem: R$ 5 mil a R$ 8 mil
- Alimentação: R$ 3,5 mil a R$ 5 mil
- Ingressos: R$ 2 mil a R$ 5 mil
- Transporte e deslocamentos: R$ 2,5 mil a R$ 4 mil
- Seguro, passeios e imprevistos: R$ 5 mil a R$ 7 mil
Quanto guardar por mês?
André Charone explicou que a viagem deve ser tratada como um projeto financeiro de médio prazo.
“Quanto mais cedo o torcedor começar, menor será o impacto mensal sobre o orçamento. O erro seria deixar para organizar tudo na véspera e depender de empréstimos, parcelamentos ou do limite do cartão de crédito”, afirmou Charone.
Para arrecadar R$ 35 mil em aproximadamente quatro anos, seria necessário guardar entre R$ 750 e R$ 850 por mês.
Para a meta mais econômica, de R$ 25 mil, o armazenamento mensal seria de pouco mais de R$ 500. O orçamento de R$ 50 mil exigiria mais de R$ 1000 por mês.
Como e onde guardar o dinheiro?
Como a viagem tem data definida, a prioridade é a segurança. André Charone recomendou que o dinheiro seja mantido separado da conta utilizada no dia a dia.
Aplicações de renda fixa com baixo risco e liquidez são considerados mais adequados do que investimentos sujeitos a grandes oscilações.
“O objetivo não é tentar multiplicar rapidamente o dinheiro. É garantir que ele esteja disponível quando chegar o momento de comprar as passagens, reservar os hotéis e adquirir os ingressos”, esclarece Charone.
O especialista alertou, ainda, que a reserva destinada à Copa do Mundo não deve substituir a renda de emergência.
Viagem intercontinental pode ultrapassar R$ 50 mil
Quem pretende acompanhar uma partida comemorativa na América do Sul e depois seguir para Europa e Marrocos deve preparar um orçamento maior.
Nesse cenário, o custo pode ficar entre R$ 50 mil e R$ 70 mil por pessoa, com passagens, hospedagens e deslocamentos.
Jornalista em formação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Apaixonada por esportes (principalmente futebol e vôlei) e cultura. Passagem pela equipe de comunicação da UFMG.



