Marquinhos explica abraço e exalta Gabriel Magalhães: 'Melhor zagueiro do mundo'
Companheiros na Seleção Brasileira, os zagueiros se enfrentaram na final da Liga dos Campeões, entre PSG e Arsenal, no último sábado (30)

No último sábado (30), a final da Liga dos Campeões teve uma cena marcante: o abraço de Marquinhos, do PSG, em Gabriel Magalhães, do Arsenal, após o pênalti perdido que garantiu o título da equipe francesa. Nesta quarta (3), o capitão do Brasil detalhou o episódio.
Capitão do time de Paris e da Seleção Brasileira, Marquinhos concedeu entrevista nos Estados Unidos. A iniciativa partiu de uma experiência dolorosa: o pênalti perdido na Copa do Mundo de 2022, relembrou o zagueiro bicampeão da Liga dos Campeões em 2025 e 2026.
"Eu estava pronto para celebrar, mas quando começo a correr para comemorar com meu time, eu tenho a imagem do Gabi (Magalhães) de frente para mim, e o meu time passando por ele. A mesma imagem que eu tenho de quando falhei o pênalti na Copa de 2022. Nesse momento, já me reverti a pensar um pouco no meu companheiro e ter empatia com ele naquele momento. Assim como eu vivi um momento difícil, eu sei o peso que é estar vivendo aquilo, que faz parte da nossa carreira. Com o tempo, a gente consegue digerir um pouco melhor, e essa cicatriz ela se torna uma motivação", iniciou Marquinhos.
"É um momento muito difícil. Principalmente quando se tem a esperança de acertar o pênalti e seguir o sonho (de ser campeão). Vivemos o mesmo momento. Não sei a dimensão para ele, mas para mim, foi difícil. Assim como eu gostaria de ter recebido um abraço naquele momento (2022), eu, simplesmente, deixei um pouquinho a minha comemoração para dar um abraço, falar duas ou três palavras para ele", seguiu.
Na Copa do Mundo de 2026, Marquinhos e Gabriel Magalhães devem formar a zaga titular da Seleção Brasileira sob comando de Carlo Ancelotti.
Será o primeiro Mundial de Gabriel Magalhães, enquanto Marquinhos terá a terceira oportunidade de defender o Brasil no torneio.
"Falei para ele ficar firme, para levantar a cabeça. Que ele tinha feito um jogo incrível, que ele foi, para mim, o melhor zagueiro do mundo nesta temporada. Ele não merecia carregar esse peso para ele, porque pênalti, a gente que acertar, mas, às vezes, não conseguimos. Nada daquele momento ia temporada ia apagar a temporada maravilhosa que ele fez. E que a gente ia precisar muito dele aqui. Foram essas as minhas palavras, porque a gente ia precisar dele muito rápido. É um jogador muito importante para a gente", completou.
Em reta final de preparação para a Copa do Mundo, o Brasil enfrenta o Egito, em amistoso, neste sábado (6). A estreia no Mundial será contra o Marrocos, no dia 13.
Veja, abaixo, mais respostas de Marquinhos, capitão da Seleção Brasileira:
Como o Gabriel Magalhães está após a final?
"Não cabe a mim dizer, porque é muito particular. Eu posso falar como eu me senti após errar um pênalti em Copa do Mundo. Senti uma responsabilidade muito grande, um peso muito grande, que, hoje, é uma cicatriz que já foi superada. Mas, no dia seguinte, eu recebi uma mensagem dele agradecendo por aquele momento. Agradeceu pelo momento, pelo abraço, pelas palavras. Depois eu respondi que aquilo tinha sido a minha maior vitória naquela noite.
Ver a minha família orgulhosa daquilo que eu tinha feito. Isso foi a maior vitória, o maior título daquela noite. Nós jogadores temos que passar para a seguinte muito rápido. Não temos tempo de seguir naquela coisa. Eu não posso seguir festejando esse título para sempre, já estou aqui pensando em outras coisas, nos objetivos que tenho na Seleção.
Ele também. Foi campeão da Premier, teve a derrota na final, mas não tira o mérito. Chegar a uma final é muito difícil. Em uma final, acontecem coisas que são detalhes. Ele e o Martinelli já estão aqui pensando em outras coisas. Ontem, no treino, foi super bem. Esteve bem. A gente vê que nada de ruim aconteceu e que a gente segue. Estamos com o mesmo uniforme, no mesmo time, com o objetivo que é ser campeão com a camisa da Seleção. O que passou é história, são experiências e cicatrizes para a gente levar para o nosso objetivo, que é a Seleção."
Chefe de reportagem e ex-correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Apaixonado por esportes, pela arquibancada e contra torcida única.
Jornalista formado pelo Centro Universitário UNA. Acumula passagens pela Web Rádio Neves FM e Portal Esporte News Mundo, como setorista do América, além de possuir experiência em coberturas in-loco e podcast. Apaixonado por automobilismo e esportes americanos.




