‘Jogo do Orgulho’ na Copa será entre países que criminalizam pessoas LGBTQIA+; entenda
Egito e Irã se enfrentam à meia-noite (de Brasília) deste sábado (27), em Seattle

A Fifa confirmou nesta quinta-feira (25) que bandeiras e manifestações em prol dos LGBTQIA+ estão liberadas para o duelo entre Egito e Irã em Seattle, pela Copa do Mundo. O duelo foi chamado de “Jogo do Orgulho” diante da celebração na cidade pelo Dia Internacional do Orgulho LGBT, em 28 de junho.
No entanto, os dois países têm leis que criminalizam pessoas LGBTQIA+. Não à toa, eles pediram à Fifa para que as manifestações fossem vetadas, o que não foi atendido pela entidade.
“A Copa do Mundo da FIFA 2026 é um evento inclusivo que acolhe pessoas de todas as origens. Torcedores de todas as orientações sexuais e identidades de gênero são bem-vindos às partidas e eventos. Declarações gerais de direitos humanos, incluindo bandeiras do arco-íris e outras bandeiras que representam orientação sexual e identidade de gênero, são permitidas pelo Código de Conduta do Estádio da Copa do Mundo da FIFA 2026 e podem ser exibidas dentro dos estádios, desde que sejam usadas de maneira consistente com o código”, diz a Fifa em comunicado.
No Grupo G da Copa do Mundo, Egito e Irã se enfrentam à meia-noite (de Brasília) deste sábado (27). Um empate pode classificar as duas seleções, que são líder e vice-líder, respectivamente.
Entenda o caso
A Fifa, no entanto, fez questão de destacar que o rótulo de “Jogo do Orgulho” não existe por parte dela na Copa do Mundo. Por outro lado, no site de Seattle dedicado ao Mundial e ligado a entidade, o rótulo está presente.
O nome e as ativações partiram do Comitê Organizador Local da Fifa em Seattle, que trabalha pelo “Jogo do Orgulho” desde quando um jogo foi confirmado para esta sexta (26) na cidade.
Isso começou antes mesmo da definição dos grupos da Copa. Só que o sorteio colocou justamente dois países islâmicos que criminalizam as pessoas LGTAQIA+ para este duelo.

Há um comitê da Fifa em cada cidade, mas eles não possuem poder de promover ações dentro do perímetro do estádio. Sendo assim, todas as ativações previstas por eles vão ocorrer fora do perímetro de jurisdição da entidade máxima do futebol.
“Preciso esclarecer que não haverá um "Jogo do Orgulho" na Copa do Mundo. Haverá uma partida da Copa do Mundo em Seattle e, no mesmo dia, eventos organizados por entidades externas acontecerão na cidade. Mas isso não tem nada a ver com a partida em si”, disse Gianni Infantino, presidente da Fifa, ao jornal suíço Weltwoche, em janeiro.
Por outro lado, a Fifa, como cita no comunicado acima, não vai impedir que manifestações naturais sejam realizadas no perímetro do estádio e nas arquibancadas. A discrepância entre culturas e pensamentos deve gerar protestos dos dois lados, como prevê a Prefeitura da cidade.
Alecsander Heinrick é formado em Comunicação Social - Jornalismo pela PUC Minas e tem experiências em agências de comunicação e redação. Teve passagens por Esporte News Mundo, EstrelaBet, Jornal Hoje em Dia, Trivela e Jornal O Tempo. Apaixonado por todos os tipos de esportes, em especial futebol, futebol americano e basquete, além de séries e filmes.



