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Japão aponta Brasil favorito, quer manter 'identidade' e afirma: 'Estamos confiantes'

Seleções se enfrentam nesta segunda (29) pela fase de 16 avos da Copa do Mundo

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Japão é o próximo adversário do Brasil na Copa do Mundo
Japão é o próximo adversário do Brasil na Copa do Mundo • Divulgação/X Seleção do Japão

Candiadata à surpresa na Copa do Mundo, o Japão desafia o Brasil nesta segunda (29), na fase de 16 avos do Mundial. Apesar de assumir o favoritismo da Seleção Brasileira, o elenco japonês demonstrou confiança na classificação para as oitavas de final.

Makada, um dos destaques da equipe do técnico Hajime Moriyasu, reforçou que o Japão não deve mudar sua identidade para enfrentar o Brasil, ressaltando pontos de atenção ao ataque do time comandado por Carlo Ancelotti.

"Para o jogo contra o Brasil, basicamente não vamos mudar nossa forma de jogar. Acredito que faremos apenas alguns ajustes. No entanto, se não conseguirmos manter nossa equipe compacta ou administrar bem os riscos ao deixar espaços nas costas da defesa enquanto estivermos atacando, acredito que será uma partida muito difícil. Esse é um aspecto ao qual precisamos dar atenção", afirmou Daichi Makada.

"O Brasil é, independentemente da opinião de qualquer um, um dos favoritos ao título e acredito que seja visto dessa forma em todo o mundo. No momento, é natural que seja considerado favorito para esta partida. Mas nós também acreditamos em nosso potencial, e acho que as pessoas que acompanham a seleção japonesa também estão muito confiantes nesta equipe", disse o meia Koki Ogawa.

O Japão avançou como segundo colocado no Grupo F, com cinco pontos, atrás da Holanda. Além do empate com o líder da chave, os Samurais Azuis empataram com a Suécia - que avançou na terceira posição - e venceram a Tunísia.

No último encontro com o Brasil, em outubro de 2025, o Japão venceu o amistoso por 3 a 2. O defensor Hiroki Ito, titular nos três jogos da Copa, destacou as mudanças na Seleção Brasileira e no ambiente do Mundial em relação ao amistoso.

"Em comparação com o amistoso anterior, os jogadores adversários são diferentes, e a Copa do Mundo também é um ambiente completamente distinto de um jogo preparatório. Ainda assim, acredito que precisamos atuar de forma sólida para conquistar a vitória", afirmou o camisa 21, que atua no Bayern de Munique, da Alemanha.

Confira, abaixo, mais respostas dos jogadores do Japão

Hiroki Ito, zagueiro:

"No próximo jogo contra o Brasil, como sempre, especialmente no primeiro tempo, precisamos ter como prioridade não sofrer gols. Acho que, se conseguirmos fazer isso, teremos mais espaços no segundo tempo. Como defensor, meu principal foco é justamente evitar que a equipe seja vazada.

A linha defensiva do Japão conta com muitos jogadores que têm grande qualidade com a bola nos pés. Como defensores, todos estão confiantes quando têm a posse e conseguem distribuir bem o jogo. Queremos manter esse nível de desempenho."

Daichi Kamada, meio-campista:

"Estamos preparados para disputar até 120 minutos, se necessário. Mas os jogadores que começam a partida entram em campo pensando em dar o máximo desde o primeiro minuto, mesmo que atuem apenas por 60 ou 70 minutos, deixando a sequência para quem entrar depois. Se vencermos, teremos cinco dias até o próximo jogo, então, contra o Brasil, pretendemos nos entregar completamente desde o início.

**Mentalmente, acredito que já não temos mais o hábito de respeitar excessivamente o adversário. No bom sentido, conseguimos enfrentar até equipes muito fortes da mesma maneira que encaramos qualquer outro jogo. Acho que esse é um bom momento para nós."

Koki Ogawa, atacante:

"Para uma equipe que quer vencer, marcar o primeiro gol também é um fator muito importante do ponto de vista psicológico. Por isso, antes de tudo, queremos passar o maior tempo possível sem sofrer gols. Ao mesmo tempo, temos jogadores capazes de marcar e, considerando a qualidade do nosso ataque, acredito que conseguiremos criar oportunidades. O importante será aproveitar essas chances.

Em qualquer partida, mesmo entrando no decorrer do jogo, acredito que um atacante sempre terá pelo menos uma oportunidade de gol. Basta aproveitar essa única chance. Neste momento, estou totalmente concentrado nisso e sinto que entro em campo preparado e com total foco para decidir quando a oportunidade aparecer."

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Chefe de reportagem e ex-correspondente da Itatiaia no Rio de Janeiro. Apaixonado por esportes, pela arquibancada e contra torcida única.

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