Galvão se despede após queda do Brasil na Copa e faz constatação: 'Não estava escrito'
Narrador afirmou que esse foi o último Mundial da sua carreira e fez uma análise do desempenho da Seleção

Galvão Bueno abriu o jogo sobre a queda do Brasil na Copa do Mundo. Em um vídeo publicado logo após a derrota por 2 a 1 para a Noruega, nesse domingo (5), o comunicador analisou a campanha da Seleção Brasileira, e ainda afirmou que esse foi o último Mundial da carreira.
Ao iniciar a análise, Galvão destacou as chances perdidas pelo time brasileiro antes dos gols noruegueses.
“Eu digo sempre que Copa do Mundo... os jogos são decididos em pequenos detalhes. Hoje acabou sendo decidido em três, quatro detalhes: um pênalti perdido. Bruno Guimarães bateu bem na bola, mas o goleiro foi nela certinho, aos 14 minutos do primeiro tempo", iniciou.
"Tivemos chances de gol no primeiro tempo. Tivemos a mais clara delas. O Endrick entrou e, com 40 segundos em campo, Vini Júnior fez mais uma jogada fantástica. Botou a bola na frente do goleiro, mas, no segundo toque, o Endrick adiantou demais. Não deu para driblar o goleiro, não deu para fazer nada, a não ser tocar para o lado, e acabou chutando para fora”, completou.
Para o comunicador, um gol brasileiro poderia condicionar a partida a favor da Seleção.
“Se o Brasil faz 1 a 0, a Noruega tem que mudar o seu jogo. Não pode ficar naquele toque de bola atrás: vai no goleiro, volta aqui, vai no goleiro, volta aqui... Mas, quando chega lá na frente, eles tocam muito bem a bola.O Alisson já tinha feito duas defesas importantíssimas. Que se faça justiça ao Alisson”, disse.
Contudo, Galvão se rendeu ao oportunismo e brilhantismo de Haaland. O centroavante do Manchester City teve poucas chances durante o jogo, mas nas mais claras, converteu em gol.
“Eles fazem 1 a 0. O Haaland pegou não sei quantas vezes na bola, mas tentou o gol duas vezes e fez os dois. A subida de cabeça com o Gabriel Magalhães... o jeito que ele mexe a cabeça para fazer o gol é impressionante, lá no terceiro andar. Depois, no outro lance, deixaram ele arrumar a bola. Arrumou no pé direito, arrumou no pé esquerdo, deu uma pancada para o gol e fez o segundo”, afirmou.
Apesar disso, Galvão Bueno ainda destacou que o Brasil poderia ter levado o jogo para a prorrogação. Principalmente em lances que ocorreram imediatamente ao primeiro gol da Noruega.
“Mas, quando estava 1 a 0, o Brasil teve duas chances de gol. Uma impressionante, que é o detalhe que faz a diferença do jogo e que acaba levando à desclassificação. E ia ser um gol contra. O goleiro foi o herói da Noruega, não foi o Haaland. Os dois gols ele faz sempre. O goleiro foi o herói pelas defesas que fez, por pegar o pênalti, por tudo isso”, disse.
“O cara disputou uma bola, chutou para cima, ela ia cair dentro do gol. Eu tomei fôlego para gritar o gol, mas o goleiro conseguiu, de onde estava, pular para trás, tocar com a ponta do dedo na bola. Ela bateu na trave. Depois, o Casemiro, na única jogada realmente que se esperava com a entrada do Neymar. A ideia era que Neymar e Vini Júnior jogassem pela esquerda. O Casemiro podia ter tocado por baixo para alguém finalizar, mas tentou o chute. Pegou até mal na bola. Na verdade, cruzou, mas com tanta força que ela não saiu nem pela linha de fundo; saiu pela linha lateral”, completou.
Apesar do mau resultado, Galvão olha com esperança para o futuro da Seleção Brasileira.
“Agora, eu repetiria as palavras do Marquinhos. O trabalho foi sério, vinha melhorando a cada jogo. E que não se queimem os jovens que vão trabalhar com o Ancelotti para a próxima Copa do Mundo. Temos muitos jogadores jovens muito bons para que se faça um grande trabalho. Quem sabe se repete? Em 1990 fomos tão mal. Caímos também nas oitavas de final e, quatro anos depois, muitos daqueles jogadores conquistaram o tetracampeonato.
Despedida de Galvão Bueno
No final da explanação, o comunicador anunciou oficialmente que essa foi a última Copa do Mundo que ele narrou. Em 2022, ele já tinha se despedido da Globo. Contudo, firmou uma parceria com o SBT e a NSports, e transmitiu os jogos do Brasil pela emissora paulista.
“Então, agora é voltar para casa. Eu quero agradecer também aqui nas redes sociais. Foram tantos milhões... Tivemos publicações com mais de 40 milhões, publicações com mais de 30 milhões de visualizações”, iniciou.
O narrador disse que a justificativa para “se aposentar” dos jogos do Brasil na Copa do Mundo se dá por conta da idade. Em 2030, Galvão terá quase 80 anos.
“E foi o meu último jogo de Brasil em Copa do Mundo. Como eu disse, na próxima Copa, com 80 anos, não tem cabimento pensar em narrar. Posso fazer alguma outra coisa: comentar, apresentar um programa. Mas a frustração... o coração sai doendo, as lágrimas querem vir aos olhos. Mas é o futebol. Futebol é assim. A Noruega segue, e o Brasil volta para casa”, finalizou.
Igor Varejano é jornalista formado pela UFOP. Tem experiência em esportes e cidades no rádio e em portais. Colaborou com Agência Primaz, Jornal Geraes e Rádio Real. Atualmente é repórter do Itatiaia Esporte.



