Fifa encontra dificuldades para comercializar a Copa de 2026 na Ásia; entenda
Fuso horário desfavorável e menor interesse das emissoras reduziram o valor dos contratos de transmissão na região

A Copa do Mundo de 2026 promete quebrar recordes dentro de campo com a participação de 48 seleções, o maior número da história. Fora das quatro linhas, porém, a competição tem enfrentado dificuldades no mercado, principalmente na Ásia. O principal obstáculo está relacionado ao fuso horário entre a América do Norte, sede do torneio, e os países asiáticos, onde muitos jogos serão transmitidos durante a madrugada.
A diferença de horário reduz a expectativa de audiência e afeta diretamente o interesse de anunciantes. Com isso, emissoras de alguns dos maiores mercados do continente adotaram uma postura cautelosa durante as negociações pelos direitos de transmissão, pressionando por valores mais baixos do que os inicialmente pretendidos pela Fifa.
No topo dos maiores prejuizos sofrido pela Fifa no mercado de transmissão asiático está o acordo fechado com a China. A rede estatal chinesa CCTV fechou a compra dos direitos por US$ 60 milhões. O valor final representa uma queda de 80% em relação aos US$ 300 milhões inicialmente exigidos pela Fifa. Õ montante pago pela estatual chinesa não cobre apenas o Mundial masculino de 2026, mas também inclui os direitos da Copa do Mundo Masculina de 2030 e das edições femininas de 2027 e 2031.
Outro grande mercado asiático é a India, o país mais populoso do mundo. O mercado indiano passa por uma fusão corporativa, o que dificultou as negocias para a Fifa, uma vez que não havia concorrentes. Diante disso, a entidade maxima do futebol acabou vendendo os direitos de transmissão por US$ 20 milhões - o valor inicial pretendido era de US$ 100 milhões.
Mundial 2022 x Mundial 2026
O desafio contrasta com o desempenho registrado na Copa de 2022. Realizado no Catar, o torneio teve partidas exibidas em horários mais acessíveis para boa parte da Ásia, favorecendo altos índices de audiência e forte engajamento digital. A mudança para a América do Norte alterou esse cenário e obrigou emissoras e anunciantes a recalcularem o potencial de retorno financeiro do evento.
Apesar das dificuldades em alguns mercados asiáticos, a Fifa segue projetando receitas recordes para o ciclo comercial da Copa de 2026. A expansão do torneio ampliou o número de jogos, de seleções participantes e de oportunidades de patrocínio, fatores que devem impulsionar o faturamento global da competição.
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