Europa x América do Sul: UFMG aponta final mais provável da Copa do Mundo
Cálculos foram atualizados pelo Departamento de Matemática após o fim da primeira rodada da fase de grupos

Cálculos realizados pelo Departamento de Matemática da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) apontam Argentina x França como final mais provável da Copa do Mundo, com 1.16% de chances. As duas seleções, inclusive, constam como as duas principais favoritas ao título depois da primeira rodada, segundo as probabilidades.
No possível confronto entre franceses e argentinos, o equlíbrio é dominante, com 50.6% de chances para os europeus e 49.4% para os sul-americanos.
Caso se confirme, será a segunda final seguida entre França e Argentina, que disputaram o título de forma histórica em 2022. Após empate por 3 a 3 com a bola rolando, o time de Lionel Messi venceu nos pênaltis e ficou com o título.
Seria a segunda vez na história com uma final repetida em duas Copas seguidas. Isso aconteceu em 1986 e 1990, com as presenças de Alemanha e Argentina nas duas decisões. Cada uma ficou com um título.

E o Brasil?
O Brasil só aparece em uma das 20 finais mais prováveis de acordo com os cálculos da UFMG. A maior probabilidade da Amarelinha aparecer na decisão do Mundial é contra a arquirrival Argentina.
As 20 finais mais prováveis da Copa do Mundo de acordo com a UFMG
- França x Argentina (1,16%)
França - 50,4% de chances de título | Argentina - 49,6% de chances de título - Alemanha x Argentina (0,95%)
Alemanha - 46,3% de chances de título | Argentina - 53,7% de chances de título - Argentina x Inglaterra (0,87%)
Argentina - 52,0% de chances de título | Inglaterra - 48,0% de chances de título - Estados Unidos x França (0,78%)
Estados Unidos - 43,1% de chances de título | França - 56,9% de chances de título - México x Argentina (0,74%)
México - 43,1% de chances de título | Argentina - 56,9% de chances de título - Brasil x Argentina (0,65%)
Brasil - 42,7% de chances de título | Argentina - 57,3% de chances de título - Costa do Marfim x Argentina (0,65%)
Costa do Marfim - 39,5% de chances de título | Argentina - 60,5% de chances de título - Estados Unidos x Alemanha (0,64%)
Estados Unidos - 47,2% de chances de título | Alemanha - 52,8% de chances de título - França x Colômbia (0,64%)
França - 60,9% de chances de título | Colômbia - 39,1% de chances de título - França x Áustria (0,63%)
França - 62,0% de chances de título | Áustria - 38,0% de chances de título - Noruega x Argentina (0,62%)
Noruega - 38,8% de chances de título | Argentina - 61,2% de chances de título - Suécia x Argentina (0,62%)
Suécia - 39,2% de chances de título | Argentina - 60,8% de chances de título - Marrocos x Argentina (0,61%)
Marrocos - 41,8% de chances de título | Argentina - 58,2% de chances de título - Coreia do Sul x Argentina (0,60%)
Coreia do Sul - 39,1% de chances de título | Argentina - 60,9% de chances de título - Estados Unidos x Inglaterra (0,58%)
Estados Unidos - 45,5% de chances de título | Inglaterra - 54,5% de chances de título - Holanda x Argentina (0,58%)
Holanda - 42,2% de chances de título | Argentina - 57,8% de chances de título - Bélgica x França (0,58%)
Bélgica - 41,0% de chances de título | França - 59,0% de chances de título - Espanha x França (0,54%)
Espanha - 43,5% de chances de título | França - 56,5% de chances de título - Alemanha x Colômbia (0,51%)
Alemanha - 56,8% de chances de título | Colômbia - 43,2% de chances de título - Alemanha x Áustria (0,51%)
Alemanha - 58,0% de chances de título | Áustria - 42,0% de chances de título
Critérios para os cálculos
Para formar o ranking, o Departamento de Matemática da UFMG realizou 4 milhões de simulações. Os critérios utilizados são os resultados das seleções nos últimos dois anos, possibilidades de chaveamento e probabilidades de resultado em cada confronto.
É importante dizer que as chances mudam a cada jogo e são atualizadas a partir dos placares das partidas.
Lucas Barbosa é repórter do portal Itatiaia Esporte. Formado pela UFOP e natural de Raul Soares-MG, tem experiência em coberturas esportivas e jornalismo hiperlocal. Apaixonado pelo futebol brasileiro e suas histórias mais profundas, também já passou por veículos de rádio e televisão.
