A Seleção Uruguaia foi uma das grandes pioneiras do futebol mundial e tem papel central na história da Copa do Mundo. Bicampeão mundial, o Uruguai conquistou os títulos de 1930 e 1950, em campanhas que marcaram para sempre o torneio e ajudaram a construir a marca da Celeste Olímpica como uma seleção também de Copas do Mundo.
A primeira Copa do Mundo, disputada em 1930, teve o Uruguai como país-sede e também como grande protagonista. Bicampeã olímpica nos Jogos de 1924 e 1928, a seleção chegou ao torneio como favorita e confirmou o status diante de sua torcida.
A campanha foi sólida desde a fase de grupos, quando venceu o Peru por 1 a 0 e goleou a Romênia por 4 a 0. Nas semifinais, o Uruguai ganhou ainda mais força, ao golear a Iugoslávia por 6 a 1 no Estádio Centenário. O grande nome da equipe foi José Nasazzi, capitão e líder defensivo, além do atacante Héctor Castro, que entrou para a história ao marcar gols decisivos mesmo jogando com parte do braço amputada.
Na final, disputada em 30 de julho de 1930, o Uruguai enfrentou a Argentina diante de mais de 90 mil torcedores. Após sair atrás no placar, a Celeste virou o jogo e venceu por 4 a 2, com gols de Dorado, Iriarte, Cea e Héctor Castro, conquistando o primeiro título mundial da história do futebol.
Maracanazo
Schiaffino marca o primeiro gol do Uruguai sobre o Brasil na Copa do Mundo de 1950
Vinte anos depois, o Uruguai voltou a surpreender o mundo na Copa do Mundo de 1950, disputada no Brasil, em uma edição que não teve final única, mas um quadrangular decisivo. A campanha uruguaia foi marcada por superação e resiliência. Após empatar com a Espanha e vencer a Suécia, a Celeste chegou à partida decisiva contra o Brasil precisando apenas da vitória.
No dia 16 de julho de 1950, diante de cerca de 200 mil torcedores no Maracanã, o Uruguai enfrentou uma Seleção Brasileira considerada favorita absoluta. Após sair atrás no placar, com gol de Friaça, o Uruguai reagiu e virou o jogo com gols de Juan Alberto Schiaffino e Alcides Ghiggia, vencendo por 2 a 1. O resultado entrou para a história como o Maracanazo, uma das maiores zebras da história do esporte mundial.
O capitão Obdulio Varela foi o símbolo da campanha, liderando a equipe dentro e fora de campo, enquanto Ghiggia eternizou seu nome como o autor do gol do título. A conquista de 1950 consolidou a fama uruguaia de seleção fria, competitiva e implacável em decisões.