Quando se fala em recordes individuais em Copa do Mundo, os nomes mais lembrados costumam ser os grandes craques, conhecidos e vitoriosos.
Mas há uma marca histórica que pertence a um jogador um pouco “low profile”, que não costuma ser citado frequentemente em debates futebolísticos: o meia polonês Robert Gadocha.
O ex-jogador é, até hoje, o jogador com mais assistências em uma única partida de Copa do Mundo: quatro passes para gol no mesmo jogo.
O feito aconteceu na Copa do Mundo de 1974, e nunca foi superado.
Partida histórica contra o Haiti
Depois de 36 anos longe do torneio, a Polônia voltou à Copa em 1974 disposta a recuperar o tempo perdido.
Na fase de grupos, enfrentou o Haiti e aplicou uma goleada por 7 a 0 no Estádio Olímpico de Munique. O atacante Andrzej Szarmach marcou três vezes, e Grzegorz Lato, futuro artilheiro do Mundial, fez dois gols. Mas o grande arquiteto da vitória foi Gadocha.
Logo após Lato abrir o placar, ele começou a distribuir assistências:
- Cobrança de escanteio perfeita para o meia Kazimierz Deyna marcar de cabeça;
- Novo cruzamento venenoso para Szarmach ampliar;
- Jogada ensaiada em cobrança de falta que terminou em um foguete do zagueiro Jerzy Gorgon;
- Mais um escanteio preciso para Szarmach fechar a conta;
Foram quatro assistências em uma única partida, um recorde absoluto em Copas do Mundo. Nenhum jogador antes ou depois conseguiu repetir a marca.
A campanha histórica da Polônia em 1974
A goleada sobre o Haiti foi apenas parte de uma campanha memorável.
A Polônia eliminou a Inglaterra nas Eliminatórias e, no Mundial, venceu adversários de peso como Argentina, Itália e Brasil. Terminou na terceira colocação, o melhor resultado da história do país em Copas.
O terceiro lugar de 1974 foi repetido em 1982, consolidando aquele período como o auge do futebol polonês.
Quem foi Robert Gadocha?
Nascido em Cracóvia, em 10 de janeiro de 1946, Gadocha foi um dos principais nomes ofensivos do futebol polonês nos anos 1970.
Ele construiu carreira principalmente no Legia Warszawa, onde atuou entre 1966 e 1975. Depois, transferiu-se para o FC Nantes, da França, e ainda passou por clubes dos Estados Unidos no fim da carreira.
Apesar de não ser tão lembrado quanto outros craques europeus da época, seu nome está eternamente ligado a um feito único no maior palco do futebol mundial.