Copa do Mundo: saiba quando o Mundial passou a ter mascotes

Representantes de cada edição já se tornaram um símbolo da maior competição de futebol do mundo, mas nem sempre foi assim

Fuleco e Zakumi, mascotes das Copas de 2014 e 2010

Os mascotes da Copa do Mundo se tornaram parte inseparável da identidade do torneio. Mais do que personagens simpáticos, eles ajudam a comunicar a cultura do país-sede, aproximam o Mundial do público infantil e se transformam em poderosas ferramentas de marketing. Essa tradição começou oficialmente na Copa do Mundo de 1966, na Inglaterra, marcando uma nova fase na forma como a Fifa apresentava o maior evento do futebol ao mundo.

Willie, mascote da Copa do Mundo de 1966

O primeiro mascote da história das Copas foi o Willie, um leão vestido com a camisa da seleção inglesa e o nome “World Cup” estampado no uniforme. O leão é um dos símbolos nacionais da Inglaterra e representava força, tradição e orgulho esportivo.

A Copa do Mundo de 1966 também ficou marcada dentro de campo, com o primeiro e único título mundial da Inglaterra, conquistado em casa após a vitória por 4 a 2 sobre a Alemanha Ocidental, na final disputada em Wembley, em Londres.

Fora das quatro linhas, Willie inaugurou uma nova linguagem visual para o torneio, aparecendo em cartazes, produtos licenciados e materiais promocionais, abrindo caminho para que os mascotes se tornassem presença obrigatória nas edições seguintes.

Desde então, cada Copa passou a ter um personagem próprio, refletindo elementos culturais, animais típicos, vestimentas tradicionais ou até conceitos abstratos. Mascotes como Juanito (1970), Naranjito (1982), Zakumi (2010), Fuleco (2014) e La’eeb (2022) ajudaram a criar memória afetiva e identidade para diferentes gerações de torcedores, acompanhando a crescente globalização do futebol e o fortalecimento da marca Copa do Mundo.

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A Copa do Mundo de 2026, que será realizada de forma inédita em três países: Estados Unidos, México e Canadá. No dia 25 de setembro de 2025, a Fifa apresentou ao mundo Maple, Zayu e Clutch: os mascotes do próximo Mundial.

Maple, o Alce (goleiro): o nome faz referência à folha que é símbolo da bandeira do Canadá. A folha, presente na bandeira canadense, significa força, resistência e a flora do país. O alce, animal escolhido para dar vida ao mascote, é tradicional em várias partes do país norte-americano.

Zayu, o Jaguar (atacante): nascido nas selvas do sul do México. Atacante, O nome foi inspirado em palavras indígenas para “unidade, força e alegria”. Segundo a Fifa, é um símbolo de celebração cultural por meio da culinária, dança e outras tradições.

Clutch, a Águia Careca (meio-campista): o nome faz referência a expressão “clutch”, que no vocabulário estadunidense é utilizado para dizer que um determinado atleta é decisivo nos momentos mais importantes da partida. A águia é um símbolo nacional dos Estados Unidos presente em diversos brasões e insígnias.

Giovanna Rafaela Castro é jornalista em formação e integra a equipe do portal Itatiaia Esporte

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