A Copa do Mundo de 1970, disputada no México, não entrou para a história apenas pela campanha histórica da Seleção Brasileira e pelo tricampeonato que garantiu a posse definitiva da Taça Jules Rimet. A edição também marcou um momento decisivo nos bastidores do futebol mundial: a busca por uma nova taça para a Copa do Mundo.
Para isso, a Fifa organizou um concurso internacional de design, que definiria o troféu que passaria a simbolizar o maior evento esportivo do planeta. O concurso internacional atraiu 53 projetos, enviados por artistas e designers de sete países diferentes.
A avaliação das propostas levou semanas, envolvendo membros técnicos e designers consultados pela Fifa. O projeto vencedor foi anunciado oficialmente em 5 de abril de 1971: o artista italiano, Silvio Gazzaniga. Sua criação apresentava duas figuras humanas estilizadas erguendo o globo terrestre, em um gesto que simboliza a celebração da vitória, união entre os povos e a universalidade do esporte.
A escolha do design não foi apenas estética: a comissão avaliadora levou em conta critérios como originalidade, impacto visual, viabilidade de produção em larga escala e força simbólica — atributos que ajudaram o projeto de Gazzaniga a se destacar em meio às 53 propostas de sete países.
Produzida em ouro maciço de 18 quilates, com 36,8 centímetros de altura e cerca de 6,1 quilos, a nova Taça da Copa do Mundo Fifa foi concebida para representar o espírito global do torneio. Ao contrário da Jules Rimet, o novo troféu não seria entregue de forma definitiva a nenhuma seleção, mesmo que essa vença múltiplos Mundiais. A partir de 1974, os campeões receberiam uma réplica, enquanto o original permaneceria sob a guarda da Fifa.
Embora o concurso tenha sido realizado em 1970 e o anúncio oficial tenha ocorrido em 20 de julho de 1971, a nova taça só foi apresentada ao público na Copa do Mundo de 1974, na Alemanha Ocidental, marcando sua estreia em campo.