Copa do Mundo: relembre os jogadores que decidiram os títulos mundiais
Em 22 edições do Mundial, diversos nomes entraram para a história ao decidir o título para suas seleções

Em toda Copa do Mundo, um lance costuma atravessar gerações: o gol que decide o título. Em alguns Mundiais, esse momento veio nos pés de um craque; em outros, na frieza de uma cobrança de pênalti ou até em formatos atípicos. A Itatiaia reuniu edição por edição, quem foi o autor do gol do título, veja abaixo:
1930 – Héctor Castro (Uruguai)
Na primeira Copa da história, o Uruguai venceu a Argentina por 4 a 2 no Estádio Centenário. O gol que sacramentou o título foi marcado por Héctor Castro, atacante uruguaio conhecido como El Divino Manco, que jogava com parte do braço amputada. Ídolo do Nacional, Castro simbolizou a raça uruguaia ao fechar o placar diante de mais de 90 mil torcedores.
1934 - Angelo Schiavio (Itália)
A final em Roma terminou 2 a 1 para a Itália sobre a Tchecoslováquia, na prorrogação. O gol do título foi de Schiavio, centroavante do Bologna e um dos grandes nomes do futebol italiano da década de 1930. O lance garantiu o primeiro título da Azzurra em uma Copa marcada por jogos duros.
1938 - Silvio Piola (Itália)
No 4 a 2 sobre a Hungria, em Paris, o gol que confirmou o bicampeonato foi o segundo de Silvio Piola, maior artilheiro da história da Série A italiana. Piola foi o grande nome ofensivo daquela geração e consolidou a Itália como potência mundial.
1950 - Alcides Ghiggia (Uruguai)
A Copa de 1950 não teve final única e foi decidido em um quadrangular. Entretanto, o jogo decisivo foi o Uruguai 2 x 1 Brasil, no Maracanã - o Maracanazo. O gol do título foi marcado por Ghiggia, ponta-direita uruguaio, que silenciou quase 200 mil torcedores. Ele eternizou a frase: “apenas três pessoas calaram o Maracanã”.
1954 - Helmut Rahn (Alemanha Ocidental)
No Milagre de Berna, a Alemanha virou sobre a Hungria e venceu por 3 a 2. O gol do título foi marcado por Helmut Rahn, atacante decisivo que entrou para a história ao simbolizar a reconstrução alemã no pós-guerra.
1958 - Pelé (Brasil)
Na final contra a Suécia, vencida por 5 a 2, o gol que encaminhou o título foi o segundo de Pelé, aos 17 anos. O jovem craque do Santos já era tratado como fenômeno mundial e iniciou ali sua lenda em Copas.
1962 - Vavá (Brasil)
No 3 a 1 sobre a Tchecoslováquia, que garantiu o segundo título do Brasil em Mundiais, o gol do título foi o segundo de Vavá, atacante conhecido por decidir jogos grandes. Bicampeão mundial, ele foi decisivo mesmo sem Pelé em boa parte do torneio.
1966 - Geoff Hurst (Inglaterra)
Na final em Wembley, o 4 a 2 sobre a Alemanha Ocidental foi decidido na prorrogação. O gol do título foi o terceiro de Geoff Hurst, o famoso “gol fantasma”. Ele se tornou o primeiro jogador a marcar um hat-trick em finais de Copa.
1970 - Carlos Alberto Torres (Brasil)
O quarto gol do Brasil no 4 a 1 sobre a Itália foi o do título. Marcado por Carlos Alberto Torres, lateral-direito e capitão, o lance é considerado um dos gols mais bonitos da história das Copas, coroando o tricampeonato da Seleção Brasileira.
1974 - Gerd Müller (Alemanha Ocidental)
Na final contra a Holanda, o gol do título no 2 a 1 foi de Gerd Müller, maior artilheiro da história alemã à época. O atacante era sinônimo de oportunismo e decisão. O gol garantiu aos alemães o segundo título mundial.
1978 - Mario Kempes (Argentina)
Na prorrogação da final contra a Holanda, Kempes marcou o gol que colocou a Argentina à frente por 2 a 1, pavimentando o 3 a 1 final. Artilheiro do torneio, Kempes foi o grande herói argentino em casa.
1982 - Alessandro Altobelli (Itália)
O gol que fechou o 3 a 1 sobre a Alemanha Ocidental foi de Altobelli, atacante da Inter de Milão. Ele consolidou o tricampeonato italiano após a campanha histórica liderada por Paolo Rossi.
1986 - Jorge Burruchaga (Argentina)
No 3 a 2 sobre a Alemanha Ocidental, o gol do título foi marcado por Burruchaga, após assistência de Maradona. O meio-campista garantiu o bicampeonato argentino em uma Copa eternizada por Diego.
1990 - Andreas Brehme (Alemanha Ocidental)
A final foi decidida por pênalti. Brehme, lateral-esquerdo conhecido pela precisão com as duas pernas, marcou o único gol do 1 a 0 sobre a Argentina, garantindo o tri alemão.
1994 - não houve gol do título
A final entre Brasil e Itália terminou 0 a 0. O tetracampeonato da Seleção Brasileira foi decidido nos pênaltis, eternizado pelo erro de Roberto Baggio. O capitão Dunga simbolizou a conquista, mas não houve gol em jogo para definir o campeão.
1998 - Emmanuel Petit (França)
2002 - Ronaldo Fenômeno (Brasil)
Na final contra a Alemanha, Ronaldo marcou os dois gols do 2 a 0. O segundo, aos 34 minutos, foi o gol do título. O camisa 9 coroou sua recuperação após lesões e conquistou o pentacampeonato.
2006 - Fabio Grosso (Itália)
A final terminou 1 a 1, e o título foi decidido nos pênaltis. Grosso converteu a cobrança decisiva contra a França. Lateral improvável, tornou-se herói do tetra italiano.
2010 - Andrés Iniesta (Espanha)
Na prorrogação da final da Espanha contra a Holanda, Iniesta marcou o gol do 1 a 0, garantindo o primeiro título espanhol. Ídolo do Barcelona, ele simbolizou o auge do tiki-taka - modelo de futebol adotado pelos espanhóis na disputa de 2010.
2014 - Mario Götze (Alemanha)
Na prorrogação da final contra a Argentina, Götze marcou o gol do 1 a 0. Jovem meia ofensivo, entrou no segundo tempo e decidiu o tetracampeonato alemão.
2018 - Kylian Mbappé (França)
No 4 a 2 sobre a Croácia, o gol do título foi o quarto, marcado por Mbappé, que se tornou o mais jovem a marcar em finais desde Pelé. O atacante consolidou-se como novo rosto do futebol mundial.
2022 - Gonzalo Montiel (Argentina)
A final terminou 3 a 3, e o título foi decidido nos pênaltis. Montiel converteu a cobrança decisiva contra a França, garantindo o tricampeonato argentino e eternizando uma das maiores finais da história.
Giovanna Rafaela Castro é jornalista graduada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Amante de esportes e suas diversas ramificações no extracampo. Passagem por Estado de Minas.



