Copa do Mundo: relembre as edições em que o Brasil teve o pior desempenho

Apesar de ser o maior campeão do Mundial, a Seleção Brasileira tmbém acumula campanhas frustrantes no torneio

Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1966

Apesar de ser o maior campeão mundial e o único país a participar de todas as edições do torneio, o Brasil também acumula capítulos difíceis em sua trajetória nas Copas do Mundo. Apesar da tradição na competição, a história do Mundial mostra que nem sempre a Seleção conseguiu corresponder às expectativas.

Entre eliminações precoces e campanhas abaixo do esperado, três edições se destacam negativamente: 1930, 1934 e, sobretudo, 1966, considerada o pior desempenho esportivo do Brasil em Copas do Mundo.

Copa do Mundo de 1930

A Copa do Mundo de 1930, disputada no Uruguai, marcou a estreia do Brasil no torneio, mas terminou de forma decepcionante. A Seleção disputou apenas dois jogos na fase de grupos, com uma vitória e uma derrota, em um grupo que também contava com Iugoslávia e Bolívia.

Na estreia, o Brasil perdeu por 2 a 1 para a Iugoslávia, resultado que comprometeu a classificação. Na sequência, venceu a Bolívia por 4 a 0, com destaque para Preguinho, autor do primeiro gol da história do Brasil em Copas do Mundo. Mesmo assim, a Seleção acabou eliminada precocemente.

Questões extracampo pesaram na campanha, como dificuldades logísticas, viagens longas de navio e conflitos entre federações estaduais. Por se tratar da primeira edição do torneio, o desempenho ruim é visto hoje mais como reflexo de um futebol ainda em formação do que como um grande fracasso esportivo.

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Copa do Mundo de 1934

Quatro anos depois, o Brasil voltou a decepcionar na Copa do Mundo de 1934, disputada na Itália. Diferentemente de 1930, o formato do torneio era de eliminação direta, o que tornou a campanha brasileira ainda mais curta. A Seleção entrou em campo apenas uma vez e foi eliminada logo na estreia.

O Brasil perdeu por 3 a 1 para a Espanha, em Gênova, e deu adeus ao Mundial sem chances de reação. A partida evidenciou novamente a falta de organização e de continuidade do futebol brasileiro naquele período, além das dificuldades de adaptação ao estilo europeu e às condições da competição.

Copa do Mundo de 1966

Apesar das campanhas ruins nas décadas iniciais, a Copa do Mundo de 1966, na Inglaterra, é considerada o pior desempenho do Brasil em Copas do Mundo. Atual bicampeão mundial após os títulos de 1958 e 1962, o Brasil chegou como favorito, mas foi eliminado ainda na fase de grupos, algo raro na história da Seleção.

A campanha teve apenas uma vitória, por 2 a 0 contra a Bulgária, com gols de Pelé e Garrincha, e derrotas para Hungria (3 a 1) e Portugal (3 a 1). O jogo contra os portugueses, liderados por Eusébio, selou a eliminação precoce e chocou o cenário internacional.

A Copa de 1966 ficou marcada pelo futebol excessivamente físico e pela permissividade da arbitragem. Pelé foi alvo constante de faltas duras e acabou lesionado, comprometendo sua participação. Garrincha também sofreu com problemas físicos.

Fora de campo, o Brasil vivia instabilidade técnica, trocas frequentes de comando e falta de planejamento. O contraste com seleções europeias mais organizadas e preparadas ficou evidente, resultando em uma eliminação considerada vexatória para os padrões da Seleção.

Embora o Brasil tenha sido eliminado de forma precoce também em 1930 e 1934, o contexto histórico pesa a favor dessas campanhas iniciais. Em 1966, a Seleção defendia dois títulos consecutivos e caiu sem competitividade, frustrando expectativas e encerrando um ciclo vitorioso de maneira abrupta.

Giovanna Rafaela Castro é jornalista em formação e integra a equipe do portal Itatiaia Esporte

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