Copa do Mundo: Quantos jogadores do Cruzeiro já foram convocados para Mundiais?

Em nove das 22 Copas do Mundo realizadas, o Cruzeiro teve pelo menos um jogador convocado

Quando disputou a Copa do Mundo de 2002, Sorín era jogador do Cruzeiro

2026 é ano de Copa do Mundo. Com a iminência do início do torneio, aumentam-se as especulações quanto às convocações, bem como sobre quais serão os representantes de cada time nas Seleções que disputarão o torneio.

Nesta toada, você sabe dizer quantos jogadores do Cruzeiro disputaram a Copa do Mundo?

A Itatiaia responde: 11 jogadores do Cruzeiro já disputaram o Mundial, defendendo Argentina, Brasil e Uruguai ao longo da história do certame.

Em nove das 22 Copas do Mundo realizadas até hoje, a equipe mineira teve pelo menos um jogador convocado.

Jogadores dos Cruzeiro em Copas do Mundo

  • Copa do Mundo de 1966: Tostão, meia-atacante.
  • Copa do Mundo de 1970: Fontana, zagueiro; Wilson Piazza, zagueiro; Tostão, meia-atacante.
  • Copa do Mundo de 1974: Roberto Perfumo, zagueiro; Wilson Piazza, zagueiro; Nelinho, lateral-direito.
  • Copa do Mundo de 1978: Nelinho, lateral-direito.
  • Copa do Mundo de 1994: Ronaldo Fenômeno, atacante.
  • Copa do Mundo de 1998: Dida, goleiro.
  • Copa do Mundo de 2002: Juan Pablo Sorín, lateral-esquerdo; Edílson Capetinha, atacante.
  • Copa do Mundo de 2010: Gilberto, lateral-esquerdo.
  • Copa do Mundo de 2018: Giorgian de Arrascaeta, meia.

História do Cruzeiro em Copas do Mundo

Copa do Mundo de 1966

A história do Cruzeiro em Copas do Mundo iniciou-se em 1966: o meia-atacante Tostão, ídolo celeste, foi o primeiro representante da Raposa em Mundiais.

Àquela altura, no mesmo ano em que protagonizou a conquista da Taça Brasil para o Cruzeiro, o jogador atuou somente em uma partida, na derrota brasileira para a Hungria, por 3 a 1.

Copa do Mundo de 1970

No ano em que o Brasil conquistou o tricampeonato mundial, após superar a Itália na final, por 4 a 1, o Cruzeiro teve três representantes no escrete canarinho: os zagueiros Fontana e Wilson Piazza (titular na conquista); e, novamente, Tostão.

Esta foi uma das edições de Copa em que a equipe celeste teve mais jogadores no torneio, juntamente com o campeonato de 1974.

Tostão (terceiro da esquerda para a direita) era jogador do Cruzeiro e jogou a Copa do Mundo de 1970

Copa do Mundo de 1974

Em 1974, o Cruzeiro também teve três atletas convocados e, pela primeira vez, um deles não era brasileiro: o zagueiro Roberto Perfumo, que viria a ser campeão da Copa Libertadores pelo clube em 1976.

Para além dele, o lateral-direito Nelinho e o zagueiro Piazza foram os demais representantes celestes naquele Mundial.

Copa do Mundo de 1978

Em 1978, o lateral Nelinho foi o único representante do Cruzeiro na Copa do Mundo e fez bonito: aos 19 minutos do segundo tempo da disputa de terceiro lugar, contra a Itália, superou o goleiro Dino Zoff e fez um golaço de trivela, de fora da área, que entrou para a história.

Copa do Mundo de 1994

Após a Copa de 1978, o Cruzeiro passou por um hiato de 16 anos até voltar a ter um jogador convocado para a Copa do Mundo.

O “jejum” foi quebrado em 1994, quando o menino Ronaldo, atacante de apenas 17 anos naquela ocasião, foi chamado por Carlos Alberto Parreira para representar o Brasil na Copa dos Estados Unidos, após um início de carreira meteórico: entre 1993 e 1994, o garoto que viria a se tornar o “Fenômeno” marcou 56 gols em 58 jogos disputados no Cruzeiro e fez jus à lembrança do comandante nacional.

Ronaldo não entrou em campo naquela campanha, mas vivenciou os treinamentos e o ambiente do time tetracampeão mundial.

Copa do Mundo de 1998

Na Copa de 1998, o Cruzeiro também teve representante único: o goleiro Dida, que foi campeão da Copa do Brasil (1996) e da Copa Libertadores (1997) pelo Cruzeiro, conquistas que credenciaram o arqueiro a representar o selecionado brasileiro no Mundial.

Na ocasião, o goleiro baiano foi reserva de Taffarel na campanha que culminou no vice-campeonato para o Brasil, após derrota para a França, por 3 a 0, na final.

Copa do Mundo de 2002

No primeiro Mundial do século XXI, o Cruzeiro voltou a enviar um representante estrangeiro para a Copa: o lateral-esquerdo Juan Pablo Sorín, que nos anos anteriores conquistou a Copa do Brasil (2000) e a Copa Sul-Minas (2001 e 2002) pelo clube, desempenho que o credenciou a assumir a titularidade na Seleção Argentina naquela Copa do Mundo.

Os argentinos, no entanto, caíram precocemente, na primeira fase, de forma surpreendente.

Para além dele, o atacante Edílson, que teve uma breve, mas consistente passagem pela Raposa (16 jogos, 11 gols e os títulos do Supercampeonato Mineiro e da Copa Sul-Minas, ambos em 2002), foi convocado por Luiz Felipe Scolari e fez parte do elenco que conquistou o pentacampeonato para o Brasil.

Copa do Mundo de 2010

No ano de 2010, o Cruzeiro também teve representante único na Copa: o lateral-esquerdo Gilberto, que naquele ano atuava como meia, mas foi convocado como alternativa para Michel Bastos, lateral titular naquela ocasião.

O jogador entrou em duas partidas naquela campanha: no empate do Brasil contra Portugal, por 0 a 0, na terceira rodada da fase de grupos; e nas quartas de final, na derrota ante a Holanda, por 2 a 1, que culminou na eliminação brasileira no torneio.

Copa do Mundo 2018

Em 2014, o Cruzeiro foi bicampeão brasileiro, porém não enviou representantes à Copa do Mundo.

Quatro anos depois, na Copa de 2018, o clube seguiu sem ter brasileiros no Mundial, entretanto contou com a convocação do meia Giorgian de Arrascaeta, bicampeão da Copa do Brasil (2017 e 2018) pelo clube, que compôs o elenco do Uruguai naquele Mundial.

Campeões mundiais pelo Cruzeiro

Entre os 11 convocados para a Copa do Mundo que jogavam pelo Cruzeiro, cinco tiveram a honra de conquistar o Mundial.

Em 1970, fizeram parte do elenco tricampeão mundial pelo Brasil: os zagueiros Fontana e Piazza; e o meia-atacante Tostão.

Em 1994, o jovem atacante Ronaldo compôs o elenco tetracampeão mundial pelo Brasil.

Em 2002, o atacante Edílson participou da campanha do pentacampeonato da Seleção Brasileira.

Leia também

Repórter em formação com experiência em coberturas locais e interestaduais, com atuação em diferentes frentes do jornalismo. Apaixonado por esportes, especialmente futebol, acompanha o cenário nacional e internacional, com foco em contexto, informação e curiosidades do jogo. Acumula passagem por No Ataque e Estado de Minas.

Ouvindo...